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Time do príncipe, rival do Flamengo foi formado por Jesus

ALEX SABINO
DOHA, QATAR (FOLHAPRESS) – Questionado sobre a possibilidade de um time do Golfo Pérsico ganhar um dia o Mundial de Clubes, Jorge Jesus, técnico do Flamengo, fez expressão de “por que não?”

O raciocínio do português é simples: não há restrições de estrangeiros no torneio organizado pela Fifa.

“Existe a possibilidade de contratar os melhores jogadores da Europa [e ganhar o título]”, disse o técnico que enfrenta o Al-Hilal, representante da Arábia Saudita, nesta terça (17), em Doha.

O que ele quis dizer é que o Al-Hilal, clube mais vencedor da Arábia Saudita e atual campeão da Ásia, poderia ser esta equipe.

O time já foi presidido pelo príncipe Mohammed bin Salman Al Saud. Apesar de ser ligado à família real do país, característica de clubes que gastam fortunas em contratações, como o Manchester City (ligado à família real dos Emirados Árabes) e o Paris Saint-Germain (Qatar), o time árabe não tem essa característica, embora tenha o potencial financeiro.

“Nós gostamos de montar os elencos e entrosá-los no decorrer do tempo. Temos uma base estabelecida já há alguns anos. O time que está no Mundial de Clubes vem sendo montado nos últimos cinco anos”, diz o técnico romeno Razvan Lucescu.

Não que o Al-Hilal não goste de investir em nomes famosos. Faz isso desde que o príncipe Mohammed bin Faisal bin Abdulaziz al Saud, descendente direto da família que criou a Arábia Saudita, levou Rivellino para o clube no fim dos anos 1970. Apenas não faz investimentos de 222 milhões de euros (R$ 999 milhões em valores atuais), como o que a família real do Qatar sancionou para que o PSG comprasse Neymar em 2017.

No time atual, são sete estrangeiros. O meia-atacante Giovinco, que tem passagem pela seleção italiana, e o atacante francês Gomis, autor do gol da vitória nas quartas de final contra o Espérance (TUN), são os que tiveram carreiras relevantes no futebol europeu.

Gomis foi indicado por Jorge Jesus, que dirigiu o time no ano passado. Ao anotar contra os Tunisianos, ele apontou para o português não como provocação, mas como homenagem.

Contratado por 7 milhões de euros (R$ 31,5 milhões), ele é o nome mais famoso do elenco por causa também de sua personalidade. Extrovertido, tem como uma de suas marcas registradas a comemoração imitando um leão (embora não a tenha feito contra o Espérance). Em um jogo da liga saudita, fez o gesto perto de uma criança e a assustou. Depois pediu desculpas.

“Ele é meu amigo e é uma pessoa de um nível cultural acima da média”, disse Jesus.

Campeão nacional 15 vezes e da Liga dos Campeões da Ásia em três temporadas, o Al-Hilal participa pela primeira vez do Mundial de Clubes.

A equipe saudita vive outra tensão no Qatar, além dos problemas diplomáticos entre os dois países: a participação ou não de Jorge Jesus na formação do atual elenco do Al-Hilal.

Ele repetiu nesta segunda (16) ter tido participação direta na formação do elenco que está no Mundial de Clubes.

“Só não indiquei o [zagueiro] central [Hyun-Soo]”, assegurou.

Antes do início do torneio, Lucescu havia contestado o protagonismo pedido pelo português.

“Tem muito pouco do Jorge Jesus no nosso time atual”, disse o meia brasileiro Carlos Eduardo, capitão do time.

Ele foi treinado pelo atual técnico do Flamengo em 2018.

“Normal que Carlos tivesse essa sua forma de pôr a equipe do Al-Hilal completamente concentrada, o que fez muito bem”, respondeu Jesus, sem baixar a crista.

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