Greve dos Correios começa nesta sexta na Paraíba após categoria rejeitar rumos das negociações

A decisão foi tomada em assembleias realizadas nesta quinta-feira (10), em João Pessoa e Campina Grande, durante a discussão sobre as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Trabalhadores dos Correios iniciam greve por tempo indeterminado
Foto: MCom

Os trabalhadores dos Correios na Paraíba aprovaram a adesão à greve nacional da categoria, com início à 0h desta sexta-feira (11).

A decisão foi tomada em assembleias realizadas nesta quinta-feira (10), em João Pessoa e Campina Grande, durante a discussão sobre as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.

Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial, manutenção de benefícios, melhorias na assistência à saúde e mudanças na proposta de reestruturação da estatal.

A mobilização nacional envolve 36 sindicatos e duas federações, segundo as entidades representativas dos trabalhadores.

Paralisação pode afetar atividades e entregas

Com o início da greve, atividades operacionais e de distribuição dos Correios podem sofrer impactos, conforme o nível de adesão dos trabalhadores em cada unidade.

Até a última atualização, não havia sido divulgado um balanço consolidado sobre quantos funcionários aderiram à paralisação na Paraíba nem quais agências e serviços seriam diretamente afetados.

Também não havia detalhamento sobre eventual esquema especial de atendimento durante o movimento.

Categoria cobra avanços no acordo coletivo

A paralisação acontece durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Paraíba (Sintect-PB) afirma que a categoria reivindica avanços salariais e manutenção de direitos e benefícios.

Os trabalhadores também cobram mudanças relacionadas à assistência à saúde e contestam pontos da reestruturação anunciada pela empresa.

Segundo o secretário-geral do Sintect-PB, Tony Sérgio, a categoria entende que as negociações não apresentaram os avanços esperados.

“Não tem outra saída para nós: sempre foi e sempre será a luta o motivo para a gente garantir os nossos direitos. Então, a gente não pode recuar”, declarou.

Reestruturação dos Correios também está no centro da disputa

Além das cláusulas econômicas, o sindicato afirma que parte da insatisfação está ligada às mudanças estruturais discutidas pela estatal.

A entidade cobra participação dos trabalhadores nas decisões que possam afetar as condições de trabalho.

“A empresa não avança nas negociações do nosso Acordo Coletivo e insiste em uma reestruturação que tenta desmontar a estatal. Não vamos aceitar decisões que afetam nossas vidas sem diálogo com quem conhece a realidade das ruas”, afirmou Tony Sérgio.

As declarações representam o posicionamento sindical sobre as negociações.

Piquete foi convocado em João Pessoa

O sindicato convocou os trabalhadores em greve para uma mobilização a partir das 5h desta sexta-feira (11), em frente ao Centro Operacional dos Correios, em João Pessoa.

A atividade deverá marcar o primeiro dia da paralisação no estado.

Uma nova assembleia está prevista para o fim da tarde desta sexta, quando os trabalhadores deverão avaliar a adesão ao movimento e definir os próximos passos.

Greve não tem prazo informado para terminar

A paralisação foi aprovada no contexto da mobilização nacional e, até o momento, não há uma data definida para o encerramento.

A continuidade dependerá do andamento das negociações entre as representações sindicais e os Correios e das decisões tomadas nas próximas assembleias.

Usuários que dependem de entregas ou atendimento presencial devem acompanhar eventuais comunicados sobre o funcionamento das unidades durante a greve.

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