Trabalhadores da limpeza urbana aprovam paralisação em João Pessoa

Paralisação está prevista para começar em 10 de junho

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Divulgação/PMJP

Os trabalhadores terceirizados que atuam nos serviços de limpeza urbana de João Pessoa aprovaram, em assembleias realizadas na manhã desta sexta-feira (5), a paralisação das atividades a partir do próximo dia 10 de junho.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Limpeza Urbana no Estado da Paraíba (Sindlimp-PB), Radamés Cândido, a categoria reivindica, entre outras pautas, a valorização do piso salarial e mudanças na jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1 e a implantação do regime 5×2.

De acordo com o dirigente sindical, duas assembleias foram realizadas em empresas que prestam serviços na Capital e, por unanimidade, os trabalhadores rejeitaram as propostas apresentadas pelas contratantes, aprovando o indicativo de greve. Outras duas assembleias estão previstas para a noite desta sexta-feira com o objetivo de unificar as reivindicações e deliberar sobre os próximos passos do movimento.

Atualmente, cerca de 1.220 trabalhadores atuam nos serviços de limpeza urbana em João Pessoa.

“A greve não é tão somente consequência da situação salarial, é também pela valorização e dignidade. As empresas estão desrespeitando bastante os trabalhadores em jornadas excessivas, desgastantes, com o não pagamento de benefícios e retiradas injustas de salários dos trabalhadores. Tudo isso está implicando nessa revolta que está existindo nessa categoria”, explicou Radamés.

Mesmo com a paralisação, os serviços essenciais deverão ser mantidos dentro do percentual mínimo previsto pela legislação. A definição do contingente que continuará em atividade ficará a cargo das empresas responsáveis pelos contratos.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS