Trump confunde teste de demência com teste de QI? “É muito difícil”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (28) que realizou um “teste de QI” no Centro Médico de Walter Reed, enquanto conversava com jornalistas a bordo do Air Force One. Durante a declaração, Trump desafiou as representantes democratas Jasmine Crockett e Alexandria Ocasio-Cortez (AOC) a realizarem o mesmo exame.

Segundo Trump, o teste é “muito difícil” e consiste em uma avaliação cognitiva. Ele descreveu:

“São testes de aptidão, mas também testes cognitivos. As primeiras perguntas são fáceis, mas, à medida que avançam, tornam-se muito complicadas.”

O exame a que se refere é a Avaliação Cognitiva de Montreal (MoCA), um teste rápido de 10 minutos criado pelo neurologista canadense Ziad Nasreddine, usado para identificar sinais de demência ou Alzheimer. Apesar de Trump chamá-lo de “teste de QI”, o exame não mede inteligência, mas funções cognitivas como memória, atenção, linguagem e percepção visual.

Em 2018, Trump já havia realizado a mesma avaliação, acertando todas as 30 questões. Ele chegou a detalhar tarefas do teste, como desenhar um relógio, copiar um cubo e identificar imagens de animais, afirmando que o desempenho foi fácil para ele.

Especialistas, no entanto, questionam a relevância do exame como indicador de inteligência. O cardiologista Jonathan Reiner, professor da George Washington University, afirmou que o teste possui “uma barra muito baixa para alguém que tem no bolso os códigos nucleares” e que não há motivo para se vangloriar.

Além disso, Trump relatou ter feito uma ressonância magnética durante a visita a Walter Reed, sem especificar a razão, e garantiu que os resultados foram “perfeitos”. De acordo com a Casa Branca, o presidente passou pelo exame como parte de avaliação médica de rotina e exames preventivos.

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