Forró avança em candidatura a Patrimônio Imaterial da Humanidade

Dossiê foi entregue à Unesco e inicia etapa de análise internacional da candidatura brasileira

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Reprodução/Internet

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recebeu, nessa quarta-feira (1º), o dossiê que formaliza a candidatura das Matrizes Tradicionais do Forró ao título de Patrimônio Imaterial da Humanidade. O documento foi encaminhado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com apoio do Ministério da Cultura e do Ministério das Relações Exteriores.

A entrega marca o início oficial da análise internacional. De acordo com o Iphan, o material reúne informações históricas e culturais que buscam demonstrar a relevância do forró tradicional, incluindo sua contribuição para a diversidade cultural e o diálogo entre diferentes expressões artísticas.

Desde 2023, o Governo da Paraíba vem conduzindo o processo em âmbito nacional, junto aos demais estados nordestinos, por meio do Consórcio Nordeste, também com o Fórum Nacional do Forró de Raiz, na articulação da sociedade civil, por meio da Associação Cultural Balaio Nordeste.

O secretário de Cultura da Paraíba, Pedro Santos, destacou o protagonismo do estado ao honrar o compromisso, enquanto instituição governamental, para salvaguardar as Matrizes Tradicionais do Forró. “A Paraíba foi decisiva nesse processo. Realizamos uma campanha internacional com eventos em Portugal e França, também estivemos em três ocasiões reunidos com a Delegação Permanente do Brasil junto à Unesco, levamos os forrozeiros para a própria Unesco, além de termos dado apoio ao Iphan na mobilização dos estados nordestinos e na produção de materiais audiovisuais que integraram o dossiê”, frisou. 

Segundo representantes do Iphan, a Unesco não estabelece prazo definido para a conclusão da análise. Durante esse período, o Brasil poderá ser solicitado a complementar informações constantes no dossiê.

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