Chico Pereira, artista plástico e imortal da Academia Paraibana de Letras, faleceu nesta quarta-feira (24) aos 81 anos, no Hospital da Unimed, em João Pessoa. Natural de Campina Grande, Francisco Pereira da Silva Júnior, nome de registro de Chico, viveu e trabalhou em João Pessoa, onde construiu grande parte de sua carreira acadêmica e artística.
Formado na Escola de Artes de Campina Grande, Chico Pereira participou ativamente do movimento cultural paraibano desde a década de 1960, integrando o grupo “Equipe 3”, ao lado de Eládio Barbosa e Anacleto Elói. Ao longo de sua trajetória, publicou pesquisas, conferências e livros nas áreas de museologia, história da arte, arte-educação, semiótica e artes gráficas.
Durante a carreira, ocupou posições de destaque, incluindo o cargo de primeiro diretor do Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAAC), em Campina Grande (1969-1974), fundador e coordenador do Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB (NAC, 1979-1984), vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba e Pró-Reitor adjunto de Assuntos Comunitários da UFPB.
Além de artista visual, Chico Pereira atuou como professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba, sendo referência na educação, na cultura e na defesa da universidade como espaço de liberdade intelectual.



