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Em apenas dois dias, hospital da Unimed JP realiza três procedimentos inéditos e coloca o Brasil na vanguarda da telecirurgia mundial

Os procedimentos conectaram João Pessoa, onde estavam os pacientes, a Curitiba, no Paraná, de onde os cirurgiões comandaram o robô da Unimed JP, a uma distância de 3.200 quilômetros.

Imagem: Divulgação

Unidade de alta complexidade da rede própria da Unimed João Pessoa, o Hospital Alberto Urquiza Wanderley realizou três telecirurgias robóticas inéditas nestas quinta (19) e sexta-feira (20). Uma delas é pioneira nas Américas e as outra duas são as primeiras da América Latina, colocando o Brasil no mapa mundial da inovação em saúde. As telecirurgias foram realizadas em conjunto com a Scolla, maior centro de treinamento da América Latina em procedimentos minimamente invasivos.

Os procedimentos conectaram João Pessoa, onde estavam os pacientes, a Curitiba, no Paraná, de onde os cirurgiões comandaram o robô da Unimed JP, a uma distância de 3.200 quilômetros.

OS PROCEDIMENTOS

Na quinta-feira (19), foi realizada a primeira telecirurgia robótica da Paraíba, que também foi a primeira das Américas na área de cardiologia. O funcionário público Robson Luiz Pereira Neves, de 53 anos, que sofre de uma doença coronariana, fez uma revascularização do miocárdio. Em duas horas, ele foi extubado e se recupera bem. “Antes de 24 horas da cirurgia, eu já andei, já pedalei, já fiz alguns exercícios”, disse. “Sinto que a recuperação vai vir bem mais acelerada pelo processo de robótica”, declarou Robson Luiz, reforçando a segurança da telecirurgia.

Em João Pessoa, a equipe médica foi formada pelos cirurgiões cardiovasculares Maurílio Onofre Deininger, Milton Santoro, Daniel Magalhães e Orlando Gomes de Oliveira e pelo anestesiologista José Cleiber. De Curitiba, na sede da Scolla, o cirurgião cardiovascular Rodrigo Ribeiro de Souza conduziu o procedimento.

Na sexta-feira, foram realizados os dois procedimentos inéditos na América Latina. Pela manhã, ocorreu a primeira telecirurgia bariátrica, que beneficiou a paciente J.C.M, de 50 anos. A equipe médica de João Pessoa foi formada pelos cirurgiões Augusto de Almeida Júnior, Rafael Mourato, Rodolfo Gouveia, Gustavo Marques e Marcelo Loureiro e pelos anestesiologistas José Cleiber e Marcos Túlio; em Curitiba, estavam os cirurgiões Paulo Nassif, Leandro Totti e Mariano Palermo.

À tarde, foi realizada uma histerectomia total na paciente L.F.C.F, de 43 anos. A equipe de João Pessoa foi formada pelos cirurgiões Carolina Bandeira, Rafael Mourato, Ana Cecília Maia e Daniel Ortiz e pelos anestesiologistas Gualter Ramalho e Mário Hiluey. De Curitiba, o robô foi comandado pelo cirurgião Fábio Fin.

CENTRO AVANÇADO

No Brasil, a telecirurgia robótica é recente e, pela primeira vez, ela foi utilizada em procedimentos de alta complexidade, o que coloca o Hospital Alberto Urquiza entre os centros mais avançados do país.

Os procedimentos de João Pessoa ocorreram apenas dois meses depois de a Unimed JP adquirir um dos mais modernos robôs do mercado para realização de cirurgia robótica e telecirurgia, apontadas pelos especialistas como duas das maiores transformações digitais na medicina.

A primeira telecirurgia robótica não experimental do Brasil ocorreu no dia 6 de outubro de 2025, com um cirurgião em São Paulo operando um paciente em Porto Alegre.

INOVA ROBÓTICA

Em relação à sustentabilidade, Paulo Faria lembrou que, como ocorre com qualquer tecnologia, inicialmente a inovação apresenta um custo alto, mas que tende a baratear com a evolução. “O custo ainda é elevado, mas vai entrando em um processo de maior sustentabilidade, de uma condição financeira mais adequada”, comentou.

PARCERIA COM A SCOLLA

A formação dos profissionais vem sendo realizada pela Scolla, que está estruturando um polo em João Pessoa, por meio de uma parceria com a Unimed JP, para atender a todo o Nordeste. “A Unimed se posiciona como um motor de inovação”, declarou Marcelo Loureiro, fundador e diretor científico da Scolla, que ministrou a palestra “Estado atual da arte em cirurgia robótica e telecirurgia”.

Loureiro destacou a importância da atualização permanente na área da saúde. “Em medicina, a gente não pode ficar para trás. A gente precisa estar sempre um passo adiante e a Unimed tem todas as características para se manter assim”, afirmou. Ele disse ainda que esse movimento observado na saúde suplementar acaba funcionando como uma inspiração, e até mesmo pressão, para os avanços também no setor público.

INTERAÇÃO AO VIVO

Representantes de Unimeds de mais de dez estados participaram do Inova Robótica, a maioria do Nordeste. Na programação da sexta-feira, os médicos debatedores que se encontravam no palco do evento puderam interagir com os profissionais que estavam participando da telecirurgia na Scolla e no Centro Cirúrgico do Hospital Alberto Urquiza Wanderley.

A programação também incluiu um painel para discutir aspectos econômicos e modelos de negócio da cirurgia robótica. “O evento foi um sucesso”, celebrou Gualter Ramalho.

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