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Neymar ofuscado e Ronaldo “patrão” no prêmio Fifa

Se
a busca pelo protagonismo mundial, além da fortuna que embolsou, foi
um dos principais motivos que levaram Neymar ao Paris Saint-Germain,
a premiação da Fifa desta segunda-feira, em Londres, mostrou que o
brasileiro ainda tem considerável distância a percorrer para
alcançar Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, atores principais da
última década e empatados com cinco troféus de melhores do mundo
cada, após a mais recente vitória do português.

Terceiro
colocado pela segunda vez, o camisa 10 do Brasil ficou à sombra de
Cristiano e do argentino nos bastidores do luxuoso evento no London
Palladium, histórica casa de espetáculos na região central – e
nobre – da capital inglesa. Antes mesmo dos astros chegarem ao
local, a multidão do lado de fora deu mostras que Neymar ainda está
atrás dos principais rivais não só em termos de prêmios
individuais, mas também como preferência de público.

Camisas
do Real Madrid e do Manchester United, com nome de Cristiano, e
uniformes e bandeiras da Argentina, em alusão a Messi, coloriram a
área destinada aos espectadores que se amontoaram na calçada para
prestigiarem o desembarque das estrelas da noite. Nenhuma peça em
referência ao Brasil foi avistada.

Atrás
de Cristiano Ronaldo na escolha do melhor do mundo da última
temporada, o craque argentino ganhou de goleada em termos de
popularidade e euforia provocada entre os curiosos. O atacante de
Rosário (ARG) foi o único que protagonizou um coro dos fãs
postados na rua. O volume da recepção para Neymar e Cristiano foi
muito parecido.

Entre
os convidados de gala da Fifa, Ronaldo Fenômeno liderou em termos de
barulho. Responsável por entregar o troféu de vencedor da noite a
Cristiano ao lado de Diego Maradona, o ex-camisa 9 estava acompanhado
de Felipe de Jesus, irmão de Gabriel Jesus. A agência de marketing
do herói do Penta gerencia a imagem de Gabriel, que mora com Felipe
e amigos em Manchester, a 335 km de Londres.

Incontáveis
quilômetros separaram a premiação do dirigente máximo do futebol
brasileiro – Marco Polo Del Nero, presidente da CBF. Como de praxe,
ele se tornou ausência em mais um evento internacional com o receio
de ser preso pela Interpol caso deixe o Brasil. O vice Fernando
Sarney representou a entidade do país. Reinaldo Carneiro Bastos,
presidente da Federação Paulista de Futebol, também compareceu –
em nome da Conmebol.

Dentro
do London Palladium, com capacidade para pouco mais de 2000 pessoas,
Neymar seguiu à sombra de Messi e Cristiano Ronaldo. A reação dos
presentes se deu de maneira muito menos efusiva quando os
apresentadores da noite, Idris Elba e Layla Anna-Lee, mencionaram o
nome do jogador do PSG ao longo da noite, em comparação ao
comportamento com a dupla do Campeonato Espanhol.

O
trio ocupou a primeira fileira da plateia. Neymar ao lado do pai,
Messi acompanhado da mulher Antonella, e o atacante luso com a
companhia do filho homônimo e da namorada Georgina. Antes mesmo de
receber o troféu mais importante, Cristiano já tinha roubado a cena
com diversas citações ao longo da cerimônia, como no discurso do
prefeito de Londres, Sadiq Khan. Maradona conversou nos
bastidores com seu sucessor pela Alviceleste e viu, com cara de
poucos amigos, a Fifa homenagear o aniversariante Pelé, em vídeo
especial pelos 77 anos, que completou na última segunda-feira. O Rei
não esteve na solenidade.


Neymar teve mais espaço para falar sobre seu visual do que de
futebol. A âncora Layla, nascida no Reino Unido, mas filha de mãe
brasileira, chamou o jogador mais caro do mundo de “bonitão”,
em referência ao terno na cor vinho. “Demorei apenas 20 minutos
para ficar pronto”, retrucou, sem graça. Provável que leve
mais algum tempo para sair da sombra de Cristiano Ronaldo e Lionel
Messi.

Por Uol – Esportes

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