Ainda
restam sete meses para a Copa do Mundo e, neste intervalo de tempo,
serão quatro amistosos antes da divulgação da lista final de
convocados da seleção brasileira para o Mundial. Só que o jogo
desta sexta-feira (10) contra o Japão, o primeiro da série na
Europa, é também o último repleto de grandes testes para aqueles
que ainda sonham em pegar uma das vagas abertas para a Rússia.
Tite
mudou até sua estratégia. Se antes evitava muitas alterações para
não perder sua estrutura de jogo, desta vez, no estádio
Pierre-Mauroy, em Lille (França), abriu os testes. Serão seis
mudanças em relação ao time titular – só uma por lesão.
As
dúvidas são cada vez mais claras, mas as respostas não surgem na
mesma velocidade. Na direita, Danilo ganha sua primeira chance e
tenta agarrar a oportunidade na reserva ainda sem dono de Daniel
Alves. Na zaga, Thiago Silva e Jemerson estão consolidados para a
Rússia, mas buscam fazer sombra aos poupados Miranda e Marquinhos.
Do meio
para frente, com Fernandinho e Giuliano entrando, estão as maiores
dúvidas. É provável ainda que Tite teste mudanças no ataque ao
longo do duelo contra o Japão.
O setor
ofensivo é a maior preocupação. Faltam peças de destaque no banco
de reservas com capacidade para mudar e decidir uma partida. Ainda
que Willian se consolide, Neymar e Gabriel Jesus não tem nomes à
altura no banco. Douglas Costa, após perder uma série de
convocações por lesões, tenta enfim aproveitar a brecha.
Após o
duelo contra o Japão, a ideia da comissão técnica é minimizar
esses testes e ter força máxima para os jogos contra Inglaterra
(dia 14) e Rússia e Alemanha (em março de 2018). “Precisamos
consolidar o time nas poucas chances que tempos”, defende Tite.
Por Uol Esportes

