João Pessoa recebe exposição imersiva gratuita sobre Pedro Américo a partir de 7 de Setembro

A experiência será aberta ao público às 16h, no espaço imersivo Luzzco, no bairro Altiplano Cabo Branco, com entrada gratuita.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

João Pessoa recebe, a partir da próxima segunda-feira (7), uma exposição imersiva dedicada à vida e à obra do pintor paraibano Pedro Américo de Figueiredo e Melo, autor de obras como Independência ou Morte, conhecida popularmente como O Grito do Ipiranga.

A experiência será aberta ao público às 16h, no espaço imersivo Luzzco, no bairro Altiplano Cabo Branco, com entrada gratuita.

A programação segue até sexta-feira (11).

A exposição utiliza recursos digitais e audiovisuais para permitir que o público conheça detalhes das pinturas, o contexto histórico em que foram produzidas e diferentes aspectos da trajetória do artista, natural de Areia, no Brejo da Paraíba.

Realidade virtual, projeções e inteligência artificial

Batizada de “Pedro Américo, o Pintor do Brasil”, a experiência reúne tecnologias como:

  • realidade virtual e aumentada;
  • projeções mapeadas;
  • áudio imersivo;
  • inteligência artificial generativa;
  • holografia;
  • animações;
  • telas interativas;
  • jogos educativos;
  • reconstruções tridimensionais;
  • sistemas acionados pelos movimentos dos visitantes.

A proposta é fazer com que o visitante não apenas observe reproduções das obras, mas possa interagir com elementos das pinturas e conhecer técnicas utilizadas pelo artista.

‘O Grito do Ipiranga’ está entre as obras

Entre as pinturas selecionadas para as experiências estão “Independência ou Morte”, “A Batalha do Avaí” e “A Rabequista Árabe”.

A escolha da abertura em 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, também estabelece uma relação direta com a obra mais conhecida de Pedro Américo, que representa a proclamação da Independência.

Independência ou Morte deverá ganhar recursos de contextualização histórica, animações e ferramentas para explorar personagens e detalhes da composição.

A Batalha do Avaí será apresentada com projeções mapeadas e áudio imersivo.

Visitante poderá criar pintura com inteligência artificial

Uma das experiências previstas utiliza inteligência artificial generativa para permitir que os visitantes criem pinturas digitais inspiradas no estilo de Pedro Américo.

O sistema poderá sugerir cores, pinceladas e outras alterações durante a produção da imagem.

A exposição também prevê uma instalação inspirada em A Rabequista Árabe, utilizando visão computacional para que o visitante possa interagir simbolicamente com a personagem retratada.

Ateliê do pintor será recriado

Outra proposta é apresentar uma recriação do ateliê de Pedro Américo, com móveis, ferramentas e elementos inspirados no ambiente de trabalho de um pintor do século XIX.

O percurso também contará com conteúdos sobre a infância, formação, viagens e influências artísticas de Pedro Américo.

Mapas, vídeos, documentos, animações e uma linha do tempo interativa deverão ajudar o público a acompanhar diferentes momentos da trajetória do artista.

Exposição é uma prova de conceito

A experiência que será apresentada em João Pessoa é uma prova de conceito, ou seja, uma versão destinada a testar e demonstrar tecnologias e possibilidades previstas para um projeto de maior dimensão.

A iniciativa foi desenvolvida no âmbito de um programa municipal de pesquisa e inovação e é coordenada pelo professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Carlos Federico Buonfiglio Dowling.

A proposta também prevê utilização das experiências em atividades educativas, especialmente para aproximar estudantes da obra e da trajetória de Pedro Américo.

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