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Ginecologista faz alerta após caso incomum envolvendo DIU e pelos de gato

O assunto surgiu após o relato de uma ginecologista que encontrou pelos de gato enrolados no fio de um DIU durante o atendimento a uma paciente

Ginecologista faz alerta após caso incomum envolvendo DIU e pelos de gato
Foto: Reprodução/ TH+ SBT Tambaú

Um caso curioso e pouco comum chamou a atenção nas redes sociais nos últimos dias e virou pauta do programa Com Você, apresentado por Fernandinha Albuquerque, na TH+ SBT Tambaú. O assunto surgiu após o relato de uma ginecologista que encontrou pelos de gato enrolados no fio de um DIU durante o atendimento a uma paciente.

Para esclarecer o tema, o programa recebeu a médica ginecologista Wanuzia Keyla, especialista em Patologias Genitais e Colposcopia, que explicou o ocorrido e aproveitou o episódio para fazer um importante alerta sobre os cuidados com o dispositivo intrauterino.

Segundo o relato exibido no programa, a paciente procurou atendimento médico com queixa de odor vaginal persistente. Inicialmente, havia sido tratada para vaginose bacteriana, mas os sintomas não melhoraram. Durante o exame ginecológico, ao visualizar o colo do útero, a médica identificou pelos de gato presos ao fio do DIU, o que estava contribuindo para o problema.

A especialista explicou que a paciente não apresentava falta de higiene e, inclusive, tinha cuidados rigorosos com roupas e lençóis. A principal hipótese é que os pelos tenham entrado no canal vaginal durante a relação sexual, possivelmente vindos da cama, já que tanto a paciente quanto o parceiro têm animais de estimação.

Wanuzia Keyla ressaltou que esse tipo de situação, embora inusitada, não é inédita. Ela relatou já ter visto casos semelhantes envolvendo cabelos humanos, fios de roupas e até resíduos de preservativos, reforçando que a vagina é um ambiente extremamente sensível a corpos estranhos.

Durante a entrevista, a médica também explicou o funcionamento do fio do DIU, que fica no canal vaginal para facilitar a retirada do dispositivo no futuro. Dependendo do tamanho do fio, ele pode ficar mais exposto e acabar acumulando resíduos. Por isso, é fundamental que mulheres que utilizam DIU realizem avaliações ginecológicas periódicas, e não apenas exames de imagem, como o ultrassom.

Outro ponto abordado foi que o DIU pode, em alguns casos, alterar o fluxo menstrual, favorecendo mudanças no pH vaginal e o surgimento de odores, independentemente da presença de pelos ou outros resíduos.

A ginecologista também tranquilizou o público ao explicar que a presença de pelos no fio não compromete a eficácia contraceptiva do DIU, já que eles não conseguem alcançar o interior do útero devido à proteção natural do muco cervical.

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