O pediatra Fernando Paredes Cunha Lima recebeu uma nova sentença de 20 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável. A decisão foi proferida pela juíza Virgínia Gaudêncio de Novais, da Vara de Crimes contra Pessoas Hipervulneráveis de João Pessoa.
De acordo com o processo, os atos criminosos ocorreram durante consultas médicas em março e abril de 2021, atingindo uma criança. A juíza destacou que os casos demonstraram um padrão de comportamento, com repetição da conduta.
Como os crimes ocorreram em momentos distintos, foram tratados como delitos separados, resultando na aplicação do chamado concurso material para cálculo da pena.
Na mesma decisão, o médico foi absolvido de uma segunda acusação relacionada a outra menor, porque, segundo a juíza, as provas não eram suficientes para estabelecer a condenação, seguindo o princípio jurídico de que, em caso de dúvida, a decisão deve favorecer o réu.
Desde dezembro de 2025, Fernando Cunha Lima cumpre prisão domiciliar. Ele havia sido detido inicialmente em Pernambuco no dia 7 de março de 2025. Em 14 de março, foi transferido para a Paraíba, permanecendo temporariamente no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.
Outras condenações
Fernando Cunha Lima já respondia a acusações de estupro desde agosto de 2024, quando a Justiça da Paraíba aceitou a primeira denúncia contra ele, mas negou prisão preventiva. O mandado de prisão foi emitido em 5 de novembro de 2024, mas ele não foi localizado e permaneceu foragido até março de 2025.
Ele foi denunciado por abuso sexual de seis crianças que eram suas pacientes. A primeira denúncia formal ocorreu em julho de 2024, quando a mãe de uma das vítimas relatou ter presenciado o suposto abuso durante uma consulta médica. Após esse relato, outras vítimas procuraram a Polícia Civil, incluindo uma sobrinha do médico, que relatou ter sido abusada em 1991, episódio que não foi registrado formalmente na época.



