Uma mulher que denunciou ter tido parte da cabeça raspada durante a coleta do exame toxicológico para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) afirmou que o laboratório responsável pelo procedimento reconheceu a falha e se comprometeu a reparar os danos causados.
O caso aconteceu no último sábado (12), em Sapé, na Zona da Mata paraibana, e ganhou repercussão nas redes sociais após a publicação de vídeos feitos pela candidata à habilitação.
Segundo Ana Karolina, durante a coleta do material para o exame toxicológico, obrigatório para a emissão da CNH, a funcionária do laboratório retirou duas grandes mechas de cabelo, uma na parte central da cabeça e outra na lateral. A jovem afirmou que o procedimento foi realizado de forma inadequada, causando dor e afetando sua autoestima.
Após a repercussão do caso, Ana Karolina informou que foi procurada pelo laboratório. De acordo com ela, a empresa reconheceu o erro, informou que a conduta da funcionária não representa os procedimentos adotados pelo estabelecimento e se comprometeu a custear o tratamento e ajudar na reparação dos danos.
Em nota, o laboratório confirmou que uma apuração interna identificou falha no procedimento, pediu desculpas pelo ocorrido e afirmou que o caso não reflete os padrões de atendimento da instituição.
Exame é obrigatório para novos condutores
Desde maio deste ano, o exame toxicológico passou a ser exigido também para candidatos à primeira habilitação nas categorias A, B e AB. A coleta deve ser realizada em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e, normalmente, utiliza apenas uma pequena mecha de cabelo retirada próxima à raiz.
Os laboratórios credenciados devem seguir normas técnicas para a realização do procedimento e podem ser responsabilizados em caso de descumprimento das regras.


