Mãe de aluno com TEA protesta com as mãos amarradas em frente a escola em João Pessoa

Mulher cobra providências para o filho, denuncia falta de diálogo com a direção e afirma esperar há mais de seis meses por relatório escolar da filha.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Mulher protestou em frente ao Colégio EMAI, em João Pessoa. Foto: Reprodução/Walter Paparazzo.

Uma mãe de um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA) protestou na manhã desta terça-feira (21) em frente ao Colégio EMAI Dr. João Santa Cruz de Oliveira, no bairro dos Novais, em João Pessoa. Durante a manifestação, ela amarrou as próprias mãos com um elástico e permaneceu em frente ao portão da escola para cobrar providências.

Durante a manifestação, a mulher afirmou que tenta resolver a situação do filho há vários meses, mas diz que não obteve resposta dos órgãos procurados. Segundo ela, o Conselho Tutelar foi acionado diversas vezes, porém nenhuma medida efetiva teria sido adotada.

A mãe também relatou que buscou conversar com a direção da escola, mas afirma que o diálogo não avançou. Segundo ela, o diretor teria classificado o filho como “agressivo” e “mal-educado“, situação que, de acordo com a manifestante, agravou o conflito com a unidade de ensino.

Outro ponto levantado durante o protesto foi a demora na entrega de um relatório escolar da filha, que também estuda no colégio. Conforme a mãe, o documento é aguardado há mais de seis meses e ainda não foi disponibilizado pela escola.

O protesto chamou a atenção de moradores, pais de alunos e pessoas que passavam pelo local. Equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar acompanharam a ocorrência para garantir a segurança durante a manifestação.

A negociação para o encerramento do protesto foi conduzida pelo tenente Hipólito, que dialogou com a mãe até que a situação fosse resolvida de forma pacífica. Após o fim da manifestação, ela foi encaminhada à delegacia para os procedimentos cabíveis.

A manifestante é prima de “Vaqueirinho“, jovem que ficou conhecido nacionalmente após invadir a área de uma leoa na Bica, em João Pessoa, e morrer em consequência dos ferimentos provocados pelo ataque.

Até a publicação desta matéria, a direção do Colégio EMAI Dr. João Santa Cruz de Oliveira e a Secretaria de Educação de João Pessoa ainda não haviam se pronunciado sobre as denúncias feitas pela mãe.

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