Mais de 260 mulheres vítimas de violência foram acolhidas pela rede de proteção de João Pessoa em 2026

Centro de Referência da Mulher oferece atendimento psicológico, jurídico e social; serviço acompanha vítimas desde a denúncia até a reconstrução da autonomia.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra. – Foto: Reprodução

A rede municipal de proteção às mulheres em situação de violência de João Pessoa já acolheu 260 vítimas somente em 2026. O atendimento é realizado pelo Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, que oferece assistência psicológica, jurídica e social, além de orientar as mulheres durante o processo de denúncia e na solicitação de medidas protetivas.

Segundo a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM), o acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogas, assistentes sociais e advogadas. O atendimento é individualizado e permanece pelo tempo necessário para cada mulher, podendo durar meses ou até mais de um ano, de acordo com a necessidade de cada caso.

Como buscar acolhimento

O atendimento no Centro de Referência é gratuito e pode ser realizado de forma espontânea ou por agendamento. O serviço funciona na Rua Afonso Campos, nº 111, no Centro de João Pessoa, onde as vítimas recebem orientação sobre seus direitos, apoio para registrar a ocorrência, solicitar medidas protetivas e acompanhamento durante todo o processo de enfrentamento à violência.

Desde a criação do equipamento, há 18 anos, mais de 10 mil mulheres já foram atendidas. De acordo com a coordenação do Centro, o acolhimento tem papel fundamental para interromper o ciclo da violência e fortalecer a proteção às vítimas.

Rede acompanha mulheres após a denúncia

Além do Centro de Referência, a rede municipal conta com o atendimento especializado do Instituto Cândida Vargas (ICV) para mulheres e adolescentes vítimas de violência sexual. Em 2025, a unidade realizou 211 atendimentos, sendo 163 casos de violência sexual e 56 procedimentos de aborto legal previstos na legislação.

A proteção também inclui a Ronda Maria da Penha, da Guarda Civil Metropolitana, que atualmente acompanha cerca de 80 mulheres com medidas protetivas, realizando monitoramento e atendimento em casos de descumprimento das decisões judiciais.

A Prefeitura também oferece cursos de capacitação profissional e ações de empreendedorismo feminino, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, com o objetivo de promover a autonomia financeira das vítimas e contribuir para que elas reconstruam suas vidas longe da violência.

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