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Mais de 80% dos médicos da Paraíba já sofreram violência verbal no trabalho

Levantamentos do CRM-PB e do Simed-PB apontam para um ambiente de trabalho cada vez mais inseguro para os médicos do estado

Imagem Ilustrativa
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Mais de 80% dos profissionais de saúde na Paraíba já foram vítimas de violência verbal em seus locais de trabalho. Levantamentos do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB) revelam números preocupantes, que apontam para um ambiente de trabalho cada vez mais inseguro para os médicos do estado.

Uma pesquisa do CRM-PB realizada em 2025 com 611 médicos mostrou que 80,4% (493 médicos) já sofreram violência verbal, enquanto 62,2% (381 médicos) passaram por violência moral, 9,5% (58 médicos) sofreram violência física, 5,2% (32 médicos) relataram violência sexual e 37,2% (228 médicos) enfrentaram situações de discriminação enquanto exerciam suas funções.

Já o levantamento do Simed-PB, realizado em setembro de 2025, indicou que 90% dos médicos pediatras das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de João Pessoa se sentem inseguros em seus locais de trabalho.

No contexto nacional, o Conselho Federal de Medicina (CFM) registrou que, em 2024, mais de 4,5 mil boletins de ocorrência foram feitos em delegacias envolvendo crimes como ameaça, injúria, desacato, lesão corporal, difamação e furto em unidades de saúde. Isso significa que, a cada duas horas, um profissional de saúde é vítima de algum tipo de violência em seu local de trabalho, totalizando cerca de 12 agressões diárias.

O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, ressaltou que os profissionais de saúde não devem ser responsabilizados pelas falhas do sistema de saúde. “Quando a violência chega ao médico, ela já atingiu outros trabalhadores da área, como maqueiros, recepcionistas, técnicos de enfermagem. A violência contra qualquer pessoa é inadmissível. A população precisa apoiar o seu médico, fazer dele um aliado e não responsabilizá-lo pelas falhas no atendimento”, afirmou.

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