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MPPB e Polícia Civil realizam buscas na casa de prefeito em Jacaraú

Operação investiga morte de vereador e cumpre mandados para aprofundar investigação sobre assassinato de Peron Filho

Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil cumpriram, na manhã desta quinta-feira (12), mandados de busca e apreensão na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte do estado, durante investigação sobre o homicídio do vereador Peron Filho. Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (CCrimp) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) executaram as medidas autorizadas pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

Os mandados foram cumpridos nas residências do prefeito de Jacaraú e de um ex-gerente do Fórum da comarca. As diligências integram a investigação que busca reunir provas e esclarecer as circunstâncias do assassinato do parlamentar. Segundo o Ministério Público, as equipes recolheram materiais que podem contribuir para o avanço das apurações e para a identificação de possíveis envolvidos no crime. Os itens apreendidos devem passar por análise técnica no decorrer do inquérito.

Relembre o caso

Peron Filho morreu após sofrer disparos de arma de fogo quando retornava para casa de motocicleta. O crime ocorreu no dia 15 de setembro, na rodovia PB-071, na entrada do município de Pedro Régis. De acordo com as investigações, o vereador voltava de uma partida de futebol realizada em um distrito de Jacaraú quando foi atingido por três tiros nas costas. A polícia encontrou o corpo ainda no local do crime. Durante a investigação, as autoridades analisaram a hipótese de latrocínio, mas descartaram essa possibilidade. A apuração segue concentrada na linha de homicídio.

O que diz a defesa

O advogado Alberdan Coelho, que representa o prefeito de Jacaraú, afirmou que o gestor não possui envolvimento com o crime investigado. A defesa declarou que o prefeito sempre permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e destacou a existência de elementos que apontam para a ausência de participação no caso. A defesa também afirmou confiar no trabalho da Justiça e do Ministério Público e declarou que pretende comprovar a inocência do chefe do Executivo municipal no decorrer das investigações.

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