A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, a Cidade do México vive um clima de tensão por causa de uma greve nacional de professores e servidores públicos que vem provocando protestos em diferentes regiões da capital.
O movimento é liderado pela Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), que cobra reajustes salariais, melhores condições de trabalho e mudanças nas regras de aposentadoria da categoria.
Sem acordo com o governo mexicano, milhares de manifestantes seguem ocupando ruas, avenidas e praças importantes da capital. Os protestos acontecem justamente na semana da abertura da Copa, marcada para quinta-feira (11), no Estádio Azteca, com o duelo entre México e África do Sul.
A mobilização começou a preocupar autoridades e organizadores do Mundial principalmente por atingir áreas centrais da Cidade do México, onde estão programados eventos ligados à Copa.
Nos últimos dias, manifestantes montaram acampamentos próximos ao centro histórico da cidade e realizaram bloqueios em vias importantes, causando congestionamentos e transtornos para moradores e turistas.
Segundo a imprensa internacional, alguns protestos também terminaram em confusão, com estruturas decorativas ligadas ao Mundial sendo danificadas durante manifestações.
O governo mexicano reforçou a segurança em regiões próximas aos eventos oficiais da Copa e monitora a situação para evitar impactos maiores nos dias que antecedem a abertura da competição.
Apesar do clima de instabilidade, a FIFA mantém o cronograma da Copa sem alterações até o momento.
A edição de 2026 será histórica por acontecer pela primeira vez em três países: México, Estados Unidos e Canadá.


