Paraíba é 2º no Nordeste e 8º no país em eficiência do Judiciário

O resultado coloca a Paraíba acima da média nacional, superando 19 estados, incluindo alguns economicamente mais desenvolvidos

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Fachada do prédio sede do Tribunal de Justiça da Paraíba | Foto: Divulgação/TJPB

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) conquistou a segunda colocação no Nordeste e a 8ª posição no ranking nacional de Eficiência do Judiciário, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados 2024, do Centro de Liderança Pública (CLP). Com 44,9 pontos na Taxa de Congestionamento Líquida, a Paraíba superou sete dos nove estados da região e apresentou desempenho superior a 19 unidades da federação, ficando atrás apenas de Sergipe, que ocupa o 5º lugar nacional.

No contexto regional, os tribunais estaduais enfrentam desafios relacionados à estrutura judiciária, à distribuição populacional e ao desenvolvimento socioeconômico, e a Paraíba, localizada em uma região marcada por extensão territorial e concentração populacional, se destacou ao superar importantes unidades da federação, como São Paulo (24º) e Rio de Janeiro, além de todos os estados do Sul e Sudeste, com exceção do Distrito Federal (3º). O resultado coloca o estado acima da média nacional e demonstra desempenho superior a 19 unidades da federação, incluindo estados economicamente mais desenvolvidos.

O que mede o indicador

Esse indicador, que integra o pilar Eficiência da Máquina Pública, avalia a Taxa de Congestionamento Líquida — percentual de processos que ficaram represados sem solução, em comparação com o total de processos que tramitaram, desconsiderando aqueles suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório.

Desafios e perspectivas

Apesar da vice-liderança regional e do desempenho acima da média nacional, o TJPB mantém o foco na melhoria contínua, tendo como referência o desempenho de Sergipe e de outros estados melhor posicionados. Os desafios incluem o crescimento vegetativo da demanda processual, a necessidade de ampliação do quadro funcional em áreas de alta litigiosidade e o aperfeiçoamento da infraestrutura tecnológica. A meta institucional é consolidar-se entre os cinco melhores tribunais do país no indicador de eficiência.

“A 2ª posição da Paraíba no Nordeste e a 8ª colocação nacional em Eficiência do Judiciário refletem o compromisso institucional com a celeridade processual e a qualidade da prestação jurisdicional. Estes resultados são fruto do trabalho dedicado de magistrados e servidores, aliado às políticas de gestão estratégica implementadas pelo TJPB”, observou o presidente do TJPB, desembargador Frederico Coutinho.

O ranking

Os indicadores divulgados pelo CLP integram o Ranking de Competitividade dos Estados e dos Municípios e, conforme a organização não governamental, têm o objetivo de mensurar a capacidade dos entes federativos brasileiros de gerar bem-estar para a população.

Segundo o CLP, foram selecionados 100 indicadores considerados fundamentais para a promoção da competitividade e a melhoria da gestão pública dos estados brasileiros, distribuídos em 10 pilares temáticos: Infraestrutura; Sustentabilidade Social; Segurança Pública; Educação; Solidez Fiscal; Eficiência da Máquina Pública; Capital Humano; Sustentabilidade Ambiental; Potencial de Mercado; e Inovação.

O indicador referente ao Judiciário compõe o pilar temático Eficiência da Máquina Pública.

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