O presidente da Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), Tião Santos, afirmou que a ampliação da pejotização pode gerar impactos negativos no mercado de trabalho e comprometer direitos históricos dos trabalhadores. A declaração integra entrevista concedida ao programa Tambaú Debate, apresentado por Josival Pereira, que vai ao ar neste sábado, às 8h30, na TV Th+ SBT.
Durante a conversa, o dirigente destacou que a proposta em discussão no Congresso Nacional preocupa as centrais sindicais. “Vai ser um desastre essa pejotização. Isso vai ser um caos para o país”, afirmou. Tião Santos explicou que a substituição do regime com carteira assinada pela contratação como pessoa jurídica reduz garantias trabalhistas. “O trabalhador perde direitos básicos, como férias, 13º salário e a própria segurança previdenciária”, disse.
O entrevistado também apontou que o modelo impacta diretamente o sistema de seguridade social. “Não implica só na perda de direitos, mas também no enfraquecimento do INSS, porque diminui a arrecadação”, declarou. Além da pejotização, Tião Santos abordou outros temas ligados ao Dia do Trabalhador, como a redução da jornada de trabalho e o crescimento da informalidade. Segundo ele, essas pautas ganharam destaque em 2026. “A redução da jornada 6×1 sem redução salarial foi o carro-chefe das discussões neste 1º de Maio”, afirmou.
O presidente da CUT-PB também citou a dificuldade de organização sindical diante do aumento de trabalhadores fora do regime formal. “Hoje temos uma grande parcela na informalidade que ainda não conseguimos representar de forma efetiva”, disse. A entrevista completa será exibida neste sábado no Tambaú Debate, com discussão detalhada sobre os desafios atuais do mercado de trabalho e as propostas em análise no Congresso Nacional.


