O verão é sinônimo de férias, praia e piscina, mas também exige atenção redobrada, principalmente quando há crianças envolvidas. O alerta foi feito pelo capitão Demilson, do Corpo de Bombeiros Militar, durante entrevista ao programa Com Você, exibido nesta segunda-feira (5) e apresentado por Ingrid Feijó.
Segundo o oficial, os afogamentos estão entre as principais causas de acidentes nessa época do ano, com destaque preocupante para crianças de 1 a 4 anos, faixa etária que concentra o maior número de mortes relacionadas a esse tipo de ocorrência. E o risco não se limita ao mar ou às piscinas: baldes, bacias e tanques com pouca água também podem ser perigosos.
“O que muita gente não imagina é que qualquer meio líquido pode virar uma tragédia. Às vezes, basta um descuido rápido”, alertou o capitão.
Boias não substituem a supervisão
Durante a entrevista, o bombeiro apresentou diferentes tipos de boias e reforçou que nem todas são seguras. De acordo com ele, os coletes de espuma são os mais indicados, por não furarem nem esvaziarem com facilidade. Mesmo assim, o uso do equipamento não dispensa a presença constante de um adulto.
Boias infláveis, de braço, circulares e até os chamados “macarrões” devem ser evitados, principalmente quando a criança fica sozinha. “Esses objetos servem apenas como apoio. Sozinhos, não garantem segurança”, explicou.
Pulseirinhas ajudam a localizar crianças perdidas
Outro ponto destacado foi o risco de crianças se perderem em praias lotadas, situação comum durante o verão. Como forma de prevenção, o Corpo de Bombeiros disponibiliza pulseirinhas de identificação, resistentes à água, onde constam o nome da criança, do responsável e um telefone para contato.
As pulseiras podem ser solicitadas gratuitamente nos postos de guarda-vidas, que tiveram o efetivo reforçado em todo o litoral paraibano, de Barra de Camaratuba até Caaporã.
Cuidados essenciais na praia e na piscina
Entre as principais orientações aos pais e responsáveis estão:
- Preferir praias com presença de guarda-vidas;
- Manter a criança sempre a um braço de distância;
- Usar protetor solar, chapéu e roupas com proteção UV;
- Evitar distrações, principalmente em locais cheios.
Em caso de afogamento, a recomendação é retirar a criança da água imediatamente, colocá-la de lado e acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
Álcool aumenta o risco de acidentes
O capitão Demilson também chamou atenção para o consumo de bebidas alcoólicas, apontado como um fator frequente nas ocorrências atendidas pela corporação. “O álcool reduz a atenção e faz com que muitos adultos negligenciem os cuidados com as crianças”, afirmou. A orientação é clara: quem bebe não deve entrar no mar ou na piscina, nem ficar responsável por crianças.
Mesmo quem sabe nadar deve ter cautela, especialmente no mar. “A praia é diferente da piscina. Existem correntes, ondas e pedras. Muitas vítimas de afogamento sabem nadar, mas subestimam esses fatores”, explicou.
Por fim, o bombeiro reforçou a importância de ouvir os guarda-vidas, que conhecem bem as condições do mar e indicam os pontos mais seguros para banho.
O alerta vale para toda a estação: diversão e cuidado precisam caminhar juntos para garantir um verão seguro para crianças e adultos.



