A proximidade de um novo ano tem motivado reflexões sobre saúde mental, autocuidado e a necessidade de reorganizar emoções antes de entrar em 2026. Durante o programa “Com Você”, da TH+ SBT Tambaú, a psicóloga Janaína Ferreira explicou como o chamado detox emocional pode ajudar a enfrentar mágoas, culpas e padrões que dificultam o bem-estar.
Segundo a especialista, virar o ano não é apenas trocar o calendário, mas uma oportunidade para ressignificar comportamentos e identificar o que deve ser deixado para trás. “Emoção não é escolha, mas a forma como reagimos a ela é”, destacou Janaína, reforçando que sentimentos como raiva, tristeza e ansiedade farão parte da vida, porém podem ser administrados por meio de ações conscientes.
O que carregar (ou não) para 2026
Janaína reforça que cada pessoa deve avaliar o que ainda faz sentido e o que apenas gera peso emocional. Entre os fatores que mais afetam o equilíbrio mental estão:
- culpas acumuladas
- mágoas e ressentimentos
- comparações sociais constantes
- relacionamentos desgastados
- autocríticas excessivas
Para lidar com sentimentos intensos, como a raiva, ela recomenda práticas que descarregam a tensão, como exercícios físicos aeróbicos, e alerta: “não tome decisões na raiva”. De acordo com a psicóloga, escolhas feitas sob forte carga emocional podem dificultar processos de cura e reconstrução.
Quando o apego dói
Perguntas de telespectadores destacaram dificuldades em desapegar de situações que causam sofrimento. Janaína explicou que essa resistência pode estar ligada a ciclos emocionais, padrões de culpa e até dinâmicas de manipulação psicológica.
“Decidir com a razão antes do sentimento mudar” é uma das orientações apresentadas. Ela afirma que romper padrões não significa não sentir mais, mas aprender a agir com consciência, permitindo que o emocional se reorganize com o tempo.
Comparações e redes sociais
Outro tema frequente foi o impacto das comparações nas redes sociais, que podem gerar ansiedade e sensação de inadequação. A psicóloga recomenda evitar conteúdos que fazem mal, inclusive silenciando perfis quando necessário, e focar no desenvolvimento pessoal.
“Não se compare. Viva sua vida, enfrente o medo e priorize o que você é capaz de fazer”, afirmou.
Relações familiares e limites
Casos envolvendo familiares também foram mencionados, especialmente situações de críticas constantes e culpa pelo afastamento. Para Janaína, a saída envolve ponderar qual dor pesa mais: a de se afastar ou a de permanecer em uma convivência negativa. A psicóloga reforça a importância de estabelecer limites e, quando possível, promover conversas difíceis com assertividade.
Aceitação pessoal e novos ciclos
O programa também abordou relatos sobre identidade e medo de rejeição. Para a psicóloga, o primeiro passo da libertação emocional é a autoaceitação. Ela destaca a relevância da rede de apoio e da busca por autonomia, inclusive financeira, para fortalecer decisões que promovam liberdade.
Detox emocional: por onde começar
Entre as práticas indicadas, estão:
- observar emoções sem se punir
- transformar comportamento antes de esperar mudanças imediatas no sentir
- priorizar autocuidado
- atividades físicas para regulação emocional
- silenciar gatilhos emocionais
- não carregar padrões de sofrimento para o novo ciclo
O quadro encerrou com um convite para que 2026 seja construído com propósito, autocompaixão e escolhas conscientes. “Viver livre não tem preço”, afirmou Janaína, desejando que cada pessoa encontre formas de iniciar o ano com leveza e metas alinhadas ao que realmente importa.



