Detox emocional para 2026: psicóloga orienta como lidar com culpas, mágoas e comparações

Durante o programa “Com Você”, da TH+ SBT Tambaú, a psicóloga Janaína Ferreira explicou como o chamado detox emocional pode ajudar a enfrentar mágoas

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
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Foto: PMJP

A proximidade de um novo ano tem motivado reflexões sobre saúde mental, autocuidado e a necessidade de reorganizar emoções antes de entrar em 2026. Durante o programa “Com Você”, da TH+ SBT Tambaú, a psicóloga Janaína Ferreira explicou como o chamado detox emocional pode ajudar a enfrentar mágoas, culpas e padrões que dificultam o bem-estar.

Segundo a especialista, virar o ano não é apenas trocar o calendário, mas uma oportunidade para ressignificar comportamentos e identificar o que deve ser deixado para trás. “Emoção não é escolha, mas a forma como reagimos a ela é”, destacou Janaína, reforçando que sentimentos como raiva, tristeza e ansiedade farão parte da vida, porém podem ser administrados por meio de ações conscientes.

O que carregar (ou não) para 2026

Janaína reforça que cada pessoa deve avaliar o que ainda faz sentido e o que apenas gera peso emocional. Entre os fatores que mais afetam o equilíbrio mental estão:

  • culpas acumuladas
  • mágoas e ressentimentos
  • comparações sociais constantes
  • relacionamentos desgastados
  • autocríticas excessivas

Para lidar com sentimentos intensos, como a raiva, ela recomenda práticas que descarregam a tensão, como exercícios físicos aeróbicos, e alerta: “não tome decisões na raiva”. De acordo com a psicóloga, escolhas feitas sob forte carga emocional podem dificultar processos de cura e reconstrução.

Quando o apego dói

Perguntas de telespectadores destacaram dificuldades em desapegar de situações que causam sofrimento. Janaína explicou que essa resistência pode estar ligada a ciclos emocionais, padrões de culpa e até dinâmicas de manipulação psicológica.

Decidir com a razão antes do sentimento mudar” é uma das orientações apresentadas. Ela afirma que romper padrões não significa não sentir mais, mas aprender a agir com consciência, permitindo que o emocional se reorganize com o tempo.

Comparações e redes sociais

Outro tema frequente foi o impacto das comparações nas redes sociais, que podem gerar ansiedade e sensação de inadequação. A psicóloga recomenda evitar conteúdos que fazem mal, inclusive silenciando perfis quando necessário, e focar no desenvolvimento pessoal.

Não se compare. Viva sua vida, enfrente o medo e priorize o que você é capaz de fazer”, afirmou.

Relações familiares e limites

Casos envolvendo familiares também foram mencionados, especialmente situações de críticas constantes e culpa pelo afastamento. Para Janaína, a saída envolve ponderar qual dor pesa mais: a de se afastar ou a de permanecer em uma convivência negativa. A psicóloga reforça a importância de estabelecer limites e, quando possível, promover conversas difíceis com assertividade.

Aceitação pessoal e novos ciclos

O programa também abordou relatos sobre identidade e medo de rejeição. Para a psicóloga, o primeiro passo da libertação emocional é a autoaceitação. Ela destaca a relevância da rede de apoio e da busca por autonomia, inclusive financeira, para fortalecer decisões que promovam liberdade.

Detox emocional: por onde começar

Entre as práticas indicadas, estão:

  • observar emoções sem se punir
  • transformar comportamento antes de esperar mudanças imediatas no sentir
  • priorizar autocuidado
  • atividades físicas para regulação emocional
  • silenciar gatilhos emocionais
  • não carregar padrões de sofrimento para o novo ciclo

O quadro encerrou com um convite para que 2026 seja construído com propósito, autocompaixão e escolhas conscientes. “Viver livre não tem preço”, afirmou Janaína, desejando que cada pessoa encontre formas de iniciar o ano com leveza e metas alinhadas ao que realmente importa.

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