As fraturas por compressão da coluna são um problema frequente na terceira idade e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. O tema foi abordado no quadro “Vida Sem Dor”, exibido no programa Com Você, com a participação do neurocirurgião Dr. Ericson Bonifácio.
Segundo o especialista, o principal fator de risco é a osteoporose, condição em que os ossos perdem cálcio e resistência ao longo do tempo. “O osso fica mais frágil e pode ‘afundar’ por conta própria ou após traumas mínimos, como um escorregão leve ou até um simples movimento de rotação”, explicou.
Sintomas e diagnóstico
A fratura por compressão pode causar dor nas costas, perda de mobilidade, alteração da postura e redução da qualidade de vida. Em muitos casos, a dor não é intensa no início, o que faz com que o paciente demore a procurar atendimento médico.
O diagnóstico é feito por exames de imagem, especialmente a ressonância magnética, que permite diferenciar fraturas antigas das agudas e descartar outras causas, como tumores ósseos.
Tratamento
O tratamento inicial costuma ser conservador, com uso de colete, medicação para dor e fisioterapia. Quando não há melhora, podem ser indicados procedimentos minimamente invasivos, como a vertebroplastia ou a cifoplastia, técnicas que utilizam um “cimento ósseo” para estabilizar a vértebra e aliviar a dor.
Após o controle da fratura, é fundamental tratar a osteoporose, com acompanhamento especializado, uso de medicamentos, além de suplementação de cálcio e vitamina D.
Prevenção começa cedo
Dr. Ericson reforçou que a prevenção deve começar ainda na vida adulta. “Hábitos como alimentação rica em cálcio, exposição adequada ao sol e prática regular de atividade física ajudam a manter a massa óssea e reduzem o risco de fraturas no futuro”, destacou.
Para pessoas mais jovens, como aquelas na faixa dos 40 anos, dores persistentes na coluna devem ser investigadas, especialmente se durarem mais de 30 dias ou vierem acompanhadas de outros sintomas.
O recado final do especialista é claro: não deixar os cuidados para depois. “A qualidade de vida na terceira idade depende das escolhas feitas agora”, concluiu.



