Refluxo gastroesofágico: sintomas, causas e tratamento

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
O assunto foi abordado com foco em orientação, prevenção e tratamento, diante da alta incidência do problema na população
Foto: TH+ SBT Tambaú

Os sintomas do refluxo gastroesofágico, como queimação no peito, azia frequente e desconforto após as refeições, foram tema do quadro de saúde exibido no programa Manhã TH+, da TH+ SBT Tambaú. O assunto foi abordado com foco em orientação, prevenção e tratamento, diante da alta incidência do problema na população.

Durante a edição, a repórter Thaíse Baracho conversou com o cirurgião do aparelho digestivo Cássio Oliveira, que explicou que episódios isolados de refluxo podem acontecer, mas que a frequência dos sintomas é o principal sinal de alerta. “Um episódio ocasional não caracteriza a doença. Quando a queimação passa a ser constante, ela se torna patológica e precisa de avaliação médica”, explicou o especialista.

Segundo o médico, o refluxo ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, provocando a sensação de ardor conhecida tecnicamente como pirose. Entre os sintomas típicos estão a queimação que sobe pelo peito e a regurgitação, quando o alimento ou líquido retorna à boca.

Além disso, o refluxo pode se manifestar por sintomas atípicos, muitas vezes confundidos com outras doenças. Entre eles estão rouquidão, tosse crônica, inflamações na garganta, dor torácica, crises asmáticas e até desconfortos que levam pacientes a procurar emergências acreditando se tratar de um problema cardíaco. “Por isso é fundamental procurar um médico para diferenciar o refluxo de doenças cardiovasculares”, alertou.

O especialista destacou que uma das principais causas do refluxo é a hérnia de hiato, uma alteração anatômica em que a transição entre o esôfago e o estômago fica fora da posição adequada. A condição pode ser agravada por fatores como alimentação inadequada, estresse e hábitos de vida.

Entre os alimentos que mais favorecem o refluxo estão café, chocolate, bebidas alcoólicas, refrigerantes, água com gás, frituras, alimentos gordurosos, condimentos, além de hortelã e menta. A orientação é redobrar os cuidados, especialmente em períodos de festas e confraternizações, quando o consumo desses itens costuma aumentar.

O médico também chamou atenção para sinais considerados mais graves, que exigem investigação imediata, como perda de peso, dificuldade para engolir, sangramentos e anemia. Em casos não tratados, o refluxo pode evoluir para complicações sérias e, em situações específicas, ser considerado uma condição pré-maligna.

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