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Adiada audiência de empresário acusado de estuprar jovem que buscava de emprego na PB

O adiamento ocorreu após a constatação de que documentos considerados essenciais para o processo não haviam sido anexados aos autos principais

Martelo de juiz, balança da justiça e advogados assinando documentos, simbolizando justiça gratuita e processos trabalhistas.
Decisão do STF amplia acesso à Justiça do Trabalho e aumenta ações trabalhistas em 2024.

A primeira audiência de instrução do caso que apura o estupro de uma jovem de 20 anos, ocorrido no dia 3 de setembro em Pedras de Fogo, foi adiada para o dia 24 de fevereiro de 2026. O adiamento ocorreu após a constatação de que documentos considerados essenciais para o processo não haviam sido anexados aos autos principais.

O crime ganhou repercussão após a vítima denunciar que foi atraída até uma loja de acessórios para celulares com a promessa de emprego. Ao chegar ao local, segundo o relato, ela teria sido abusada sexualmente pelo proprietário do estabelecimento, que foi preso em flagrante no dia do crime. Exames periciais realizados posteriormente confirmaram a ocorrência do estupro.

Apesar da materialidade do crime, a prisão em flagrante foi convertida em medidas cautelares durante a audiência de custódia, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias e a proibição de contato com a vítima. Desde então, o acusado responde ao processo em liberdade.

De acordo com o advogado da vítima, Ronaldo Jordão, a audiência que seria realizada no último dia 16 precisou ser suspensa porque laudos periciais, pedidos de prisão preventiva e registros de tentativas de coação da vítima não constavam no processo principal. A ausência foi identificada na véspera da audiência, quando a defesa acessou os autos.

Entre os documentos não anexados estavam o laudo da perícia sexológica, que confirmou a violência, além de registros de duas solicitações de prisão preventiva feitas pelo delegado responsável pelo inquérito. Os pedidos foram fundamentados, entre outros pontos, na identificação de material genético do acusado na roupa íntima da vítima e em denúncias de que intermediários teriam oferecido dinheiro para que ela desistisse do processo.

Mesmo diante desses elementos, o Ministério Público se manifestou de forma contrária às prisões preventivas solicitadas, o que gerou questionamentos da defesa e da família da vítima. A reportagem entrou em contato com o órgão para esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Familiares da jovem afirmam que ela enfrenta graves consequências emocionais desde o crime. A vítima abandonou os estudos, apresenta mudanças de comportamento e não estaria recebendo acompanhamento psicológico por parte do poder público. Segundo a família, enquanto o acusado mantém sua rotina normalmente na cidade, a jovem segue em processo de sofrimento e isolamento.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e aguarda a nova data da audiência para oitiva de testemunhas, da vítima e do acusado, além da apresentação completa das provas à Justiça.

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