Adolescente paraibana encontrada morta em Rondônia pode ter sido vítima de abusos

O avô da vítima foi preso pela Polícia Civil após a revelação de que a jovem, além de ser mantida em cárcere privado, teria sido vítima de abusos sexuais reiterados

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A investigação sobre a morte da adolescente Marta Isabele, de 16 anos, ganhou novos e graves desdobramentos nesta semana em Porto Velho, Rondônia. O avô da vítima foi preso pela Polícia Civil após a revelação de que a jovem, além de ser mantida em cárcere privado, teria sido vítima de abusos sexuais reiterados praticados por ele e pelo próprio pai.

O avô da adolescente, que não teve o nome divulgado, foi detido de forma inesperada. Ele compareceu voluntariamente a uma unidade policial para registrar uma ocorrência, alegando estar sofrendo ameaças e constrangimentos após ter sua imagem vinculada ao caso nas redes sociais.

Ao consultar o sistema, os agentes identificaram um mandado de prisão em aberto contra ele. Segundo as investigações, o homem tinha conhecimento dos maus-tratos sofridos pela neta e é suspeito de participação direta nos abusos.

Marta Isabele, natural da Paraíba, havia se mudado para Rondônia para morar com o pai. Há algumas semanas, o corpo da adolescente foi encontrado em condições consideradas degradantes em uma residência no setor chacareiro da capital rondoniense. A jovem apresentava sinais de desnutrição severa, ferimentos expostos e estava com pés, mãos e boca amordaçados.

Novos depoimentos de uma testemunha-chave indicam que a motivação para o cárcere privado seria o silenciamento da vítima. De acordo com o relato, Marta teria confidenciado que sofria estupros frequentes praticados pelo pai e pelo avô. Ao tentar denunciar os crimes, a adolescente teria sido trancada no quarto e submetida a sessões de espancamento.

A madrasta da jovem, que já estava presa, é apontada como conivente com a situação. A testemunha afirmou que, ao saber dos abusos, a mulher teria agredido Marta para impedir que a história viesse a público.

Na residência onde o crime ocorreu, a perícia encontrou indícios de destruição de provas. A cama onde a adolescente era mantida amarrada e suas vestimentas foram queimadas logo após o óbito. O proprietário do imóvel relatou à polícia que a madrasta hesitou em acionar as autoridades no dia da morte, tentando ocultar a gravidade do ocorrido.

Atualmente, os três principais suspeitos encontram-se sob custódia do sistema prisional de Rondônia:

  • O pai e o avô foram encaminhados ao presídio provisório Urso Branco.
  • A madrasta permanece detida no Centro de Ressocialização Feminino Sueli Maria Mendonça.

As autoridades seguem com as oitivas para concluir o inquérito, que abrange crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável, cárcere privado e tortura.

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