Adolescente suspeito de matar homem em flat de João Pessoa é ouvido em audiência

Segundo o advogado que atua como assistente de acusação e representa a família da vítima, o adolescente confirmou que houve o crime, mas não entrou em detalhes e permaneceu em silêncio em parte dos questionamentos.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O adolescente de 17 anos suspeito de matar Washington Rodrigo, de 33 anos, dentro de um flat em João Pessoa, foi ouvido durante a primeira audiência do processo, realizada nesta segunda-feira (17). Segundo o advogado que atua como assistente de acusação e representa a família da vítima, o adolescente confirmou que houve o crime, mas não entrou em detalhes e permaneceu em silêncio em parte dos questionamentos.

O caso tramita em sigilo por envolver um adolescente. Por isso, detalhes sobre os depoimentos e as provas reunidas não foram divulgados.

De acordo com o advogado Robério Capistrano, durante a audiência o adolescente afirmou que estaria sendo vítima de extorsão. O defensor da família da vítima, porém, disse não considerar essa versão suficiente para explicar o crime.

O adolescente também teria apresentado uma versão relacionada à legítima defesa. Para o assistente de acusação, a hipótese não é compatível com a dinâmica dos fatos, mas ele ressaltou que o processo é sigiloso e que não pode detalhar os elementos que fundamentam sua avaliação.

Segundo o advogado, existe ainda a suspeita de que outras pessoas possam ter participado do crime. Ele afirmou que a dinâmica encontrada no local não indicaria, em sua avaliação, a atuação de apenas uma pessoa.

A próxima audiência está marcada para 31 de agosto. Nessa etapa, devem ser ouvidos policiais, pessoas que chegaram ao local após o crime e outras testemunhas relacionadas à investigação.

A audiência também deverá definir se o adolescente permanecerá internado em uma unidade socioeducativa ou poderá responder ao processo em liberdade.

O jovem foi apreendido em Caicó, no Rio Grande do Norte, e posteriormente levado para João Pessoa, onde permanece internado. Como o crime ocorreu na capital paraibana, a defesa da família da vítima pretende que ele continue na cidade durante o processo.

O advogado afirmou que teve acesso apenas a parte das imagens relacionadas ao caso e pretende analisar outros registros de câmeras do empreendimento onde ocorreu o assassinato.

A eventual participação de outras pessoas ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades. Até o momento, o adolescente é apontado como principal suspeito do crime.

A definição sobre a medida socioeducativa que será aplicada dependerá da análise da Justiça e do conjunto de provas produzido durante o processo.

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