Bebê morreu por envenenamento em João Pessoa; laudo aponta broncoaspiração e intoxicação

A criança morreu no dia 7 de setembro, depois de apresentar agitação e engasgo e ser levada ao Hospital de Emergência e Trauma da capital.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Um exame toxicológico confirmou a presença do pesticida terbufós no organismo do bebê Noah, de um ano, que morreu depois de passar mal em uma ocupação no Centro de João Pessoa. O laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC), divulgado nesta sexta-feira (18), estabeleceu como causa da morte broncoaspiração e intoxicação exógena por veneno.

A criança morreu no dia 7 de setembro, depois de apresentar agitação e engasgo e ser levada ao Hospital de Emergência e Trauma da capital.

A confirmação da intoxicação ocorreu após a conclusão dos exames complementares solicitados durante a autópsia. A Polícia Civil agora investiga como o bebê teve contato com a substância e se houve alguma responsabilidade criminal.

Uma das hipóteses apuradas desde o início do caso é de que Noah tenha ingerido alimento que continha veneno e teria sido colocado no local para animais. Essa possibilidade, porém, ainda não foi confirmada pela investigação.

No dia seguinte à morte, o IPC informou que a análise inicial havia constatado um quadro de sufocação associado à broncoaspiração.

Naquele momento, a perícia ainda aguardava o resultado de exames laboratoriais para tentar identificar o que poderia ter provocado o quadro apresentado pela criança.

Com a conclusão do exame toxicológico, foi detectada a presença de terbufós no organismo. O resultado permitiu encerrar o exame cadavérico com a definição da causa da morte como broncoaspiração associada à intoxicação por veneno.

O terbufós pertence ao grupo dos organofosforados e é utilizado como pesticida agrícola.

No Brasil, a substância é registrada para uso como inseticida e nematicida em determinadas culturas agrícolas.

A identificação do produto no organismo da criança, no entanto, não esclarece por si só a origem do veneno, a quantidade ingerida ou de que maneira ocorreu o contato.

Essas questões fazem parte da investigação.

Noah morava com a família em uma ocupação localizada na região central de João Pessoa.

No dia 7 de setembro, ele apresentou sintomas de agitação e engasgo. A criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma, mas não resistiu.

Desde os primeiros levantamentos, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o bebê possa ter ingerido algum alimento contaminado por uma substância tóxica.

A suspeita inicial é de que a comida pudesse ter sido deixada para gatos que circulavam pelo local. Ainda não há confirmação de que esse alimento tenha sido a fonte do terbufós encontrado no organismo.

A investigação deverá tentar descobrir quem colocou o produto no local, qual era sua finalidade e em quais circunstâncias a criança teve acesso a ele.

Até o momento, não há informação divulgada sobre prisão ou indiciamento relacionado ao caso.

Embora o exame confirme a intoxicação, o resultado pericial não significa, por si só, que alguém tenha provocado deliberadamente a morte da criança.

O laudo estabelece a causa médica da morte. A definição sobre eventual crime, autoria ou responsabilidade dependerá do conjunto da investigação conduzida pela Polícia Civil.

O resultado dos exames deverá integrar o inquérito e ser confrontado com depoimentos, perícias no local e outros elementos reunidos durante a apuração.

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