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Consulado é acionado para localizar família de francesa morta em João Pessoa

O corpo da médica aposentada permanece no Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), onde passa por exames complementares e aguarda a liberação por parte dos familiares.

A Polícia Civil da Paraíba acionou o Consulado da França no Brasil para localizar familiares da francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, encontrada morta em João Pessoa na última semana. O caso ganhou novos desdobramentos após o namorado da vítima, o gaúcho Altamiro Rocha dos Santos, ser encontrado morto, decapitado e com as mãos amarradas, um dia depois do crime.

De acordo com informações confirmadas pela Polícia Civil, o contato com o consulado foi realizado para que as autoridades francesas ajudem a identificar e comunicar os familiares da vítima, que residem na França. Segundo o delegado Thiago Cavalcanti, responsável pelas investigações, caberá à família iniciar os procedimentos legais para o traslado do corpo ao país de origem.

O consulado da França no Brasil foi comunicado. Após a localização dos familiares, será necessário que eles constituam um advogado para dar entrada no processo específico relacionado ao traslado do corpo”, explicou o delegado.

O corpo da enfermeira aposentada permanece no Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), onde passa por exames complementares e aguarda a liberação por parte dos familiares.

Crime investigado como feminicídio

As investigações apontam que Chantal Etiennette Dechaume foi morta pelo próprio namorado, Altamiro Rocha dos Santos, com quem mantinha um relacionamento desde o período da pandemia. A enfermeira teria se mudado para o Brasil após se aposentar, embora ainda não haja confirmação de há quanto tempo ela residia em João Pessoa.

De acordo com a perícia, a vítima morreu após sofrer golpes de faca na região do tórax. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito retira o corpo da enfermeira dentro de uma mala do prédio onde o casal morava, localizado no bairro de Manaíra, na capital paraibana.

Posteriormente, a mala com o corpo foi levada para a Rua Francisco Brandão, também em Manaíra, onde o cadáver foi incendiado durante a madrugada do dia 11. A Polícia Civil identificou o homem que ateou fogo na mala.

Segundo a investigação, ele vive em situação de rua e teria sido convencido pelo suspeito a incendiar o objeto em troca de uma porção de droga. A polícia informou que o homem deverá prestar depoimento, mas não deve responder criminalmente pela morte, por não ter participação direta no homicídio.

Além disso, peritos identificaram vestígios de sangue no apartamento onde a enfermeira morava, o que reforça a suspeita de que o crime tenha ocorrido dentro do imóvel.

Suspeito foi encontrado morto no dia seguinte

Na manhã da quinta-feira (12), um dia após o crime, o corpo de Altamiro Rocha dos Santos foi encontrado decapitado e com as mãos amarradas no bairro João Agripino, em João Pessoa.

Moradores da região localizaram o corpo e acionaram a Polícia Militar, que realizou os primeiros procedimentos no local.

A Polícia Civil investiga a hipótese de que a morte do suspeito esteja relacionada à atuação de integrantes de uma facção criminosa. A suspeita é que o assassinato da enfermeira tenha atraído atenção policial para a região de Manaíra, o que teria motivado represálias.

Até o momento, ninguém foi preso pela morte do homem.

Investigação segue em andamento

Embora a polícia considere esclarecida a morte da enfermeira francesa, apontando o namorado como autor, um novo inquérito foi instaurado para investigar a morte de Altamiro Rocha dos Santos.

As autoridades também seguem reunindo informações para identificar os responsáveis pelo assassinato do suspeito e esclarecer completamente a sequência de crimes que chocou moradores da capital paraibana.

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