Um homem de 37 anos foi preso suspeito de agredir outro paciente, de 58 anos, dentro de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos, no município de Lagoa Seca, na região de Campina Grande. O caso ocorreu na manhã desta sexta-feira (27) e chamou atenção pela gravidade da violência.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, o suspeito teria atacado a vítima ainda nas primeiras horas do dia, antes do café da manhã, quando não havia funcionários próximos ao local. Durante a agressão, ele atingiu o olho esquerdo do outro interno, provocando um ferimento grave.
Inicialmente, houve a informação de que o olho teria sido arrancado, mas a avaliação médica preliminar descartou a retirada completa. Ainda assim, há risco de perda de visão, segundo os profissionais de saúde.
A vítima foi socorrida e levada inicialmente para o hospital municipal de Lagoa Seca. Devido à gravidade do quadro, foi transferida para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, onde passou por exames de imagem.
De acordo com o médico responsável pelo atendimento inicial, o paciente chegou em estado geral regular, com curativo compressivo na região ocular. Exames como tomografia do crânio e do globo ocular não indicaram, até o momento, lesões anatômicas severas, mas a situação ainda é considerada delicada. A equipe aguarda avaliação especializada em oftalmologia, que deverá indicar a necessidade de cirurgia e confirmar a possibilidade de perda do olho.
Além do ferimento no olho, a vítima também sofreu laceração em parte da orelha durante a agressão.
Ainda segundo a Polícia Militar, outros internos da clínica intervieram ao perceberem a confusão e agrediram o suspeito, que também apresentava hematomas quando foi atendido no hospital. Após receber atendimento médico, ele foi encaminhado à delegacia e permanece detido à disposição da Justiça.
Em depoimento, o suspeito apresentou uma versão considerada confusa pelos policiais, alegando que a vítima estaria realizando um suposto ritual, o que teria motivado a agressão. A informação, no entanto, não foi confirmada e segue sob investigação.
A direção da clínica informou que não havia registro de conflitos anteriores entre os dois internos e afirmou que prestou socorro imediato, além de colaborar com as autoridades. O caso segue sendo investigado pela polícia, que busca esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.



