O cantor João Lima, preso por violência contra a mulher, deve passou por avaliação médica na tarde desta terça-feira ( no Presídio do Roger, em João Pessoa. O procedimento faz parte dos protocolos padrão adotados pelo sistema prisional para pessoas recém-ingressas na unidade.
De acordo com informações repassadas pela administração do presídio, João Lima chegou à unidade na noite da quarta-feira, foi encaminhado para o pavilhão destinado a detentos acusados de crimes de violência doméstica, realizou a refeição e, em seguida, foi recolhido à cela. Na manhã seguinte, iniciou o cumprimento da rotina interna e, à tarde, será atendido pelo setor médico, onde poderá informar sobre eventuais problemas de saúde, uso contínuo de medicamentos e outras necessidades clínicas durante o período de custódia.
Ainda segundo a direção do presídio, o pavilhão onde o cantor está recolhido abriga atualmente 58 apenados e funciona de forma isolada dos demais setores, justamente para evitar conflitos, já que outros pavilhões são ocupados por presos ligados a facções criminosas. Os detentos passam por um período inicial de cinco dias de reconhecimento, etapa comum no processo de adaptação ao sistema prisional.
Defesa aguarda próximos passos
A equipe de reportagem entrou em contato com a defesa do cantor. Um dos advogados, Alberan Coelho, informou que a equipe jurídica está adotando medidas para tentar restabelecer a liberdade de João Lima, mas não confirmou se já foi impetrado pedido de habeas corpus. Até o momento, também não há informação sobre o cadastro de familiares para visitas, procedimento necessário para que parentes tenham acesso ao detento.
Orientações às vítimas de violência doméstica
O caso reacendeu o debate sobre os mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. O Tribunal de Justiça da Paraíba reforça que é possível solicitar medidas protetivas de urgência não apenas presencialmente, mas também de forma online, por meio do site oficial do órgão.
Além disso, em situações de risco imediato, a orientação é acionar os canais de denúncia, como o 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) e o 180 (Central de Atendimento à Mulher). A vítima também pode procurar a Delegacia da Mulher ou registrar ocorrência em qualquer delegacia, caso não haja unidade especializada no município.
O sistema de Justiça destaca que mulheres que chegam ao Judiciário contam com equipes de acolhimento, que realizam acompanhamento antes e durante as audiências, com o objetivo de romper o ciclo de violência e garantir a proteção dos direitos das vítimas.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e permanece sob investigação, enquanto João Lima permanece custodiado no Presídio do Roger.



