Médico é sentenciado a mais de nove anos de prisão por violência doméstica em João Pessoa

A decisão foi proferida nesta sexta-feira (23) pelo Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de João Pessoa

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Foto: Reprodução/ Instagram

Após anos de tramitação, a Justiça da Paraíba condenou o médico João Paulo Souto Casado a 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado por crimes de violência doméstica praticados contra sua ex-companheira, Rafaella Souza. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (23) pelo Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de João Pessoa e também determinou o pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima.

A sentença é assinada pela juíza Gabriella de Britto Lyra Leitão Nóbrega e se baseia em cinco episódios distintos de agressões, ocorridos entre 2021 e 2023. Conforme os autos, as condutas do réu envolveram agressões físicas reiteradas, como socos, chutes, empurrões e puxões de cabelo, além de práticas caracterizadas como violência psicológica.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu dentro do elevador do prédio onde o casal residia, quando a vítima foi agredida na presença de uma criança, filho do acusado. Em outro episódio, descrito no processo, a mulher foi atingida por dez socos em menos de meio minuto, dentro do carro do casal. Parte dessas agressões foi registrada por câmeras de segurança, o que contribuiu para a robustez das provas.

Além da violência física, o Judiciário reconheceu a prática de violência psicológica continuada. Segundo a decisão, o médico submetia a vítima a humilhações constantes, xingamentos, ameaças e controle financeiro, explorando sua dependência econômica. Para a magistrada, os fatos não foram isolados, mas integraram um padrão contínuo de agressividade, típico de um ciclo de violência doméstica.

Embora tenha sido autorizado a recorrer da sentença em liberdade, o réu teve negado o pedido de substituição da pena por medidas alternativas, já que os crimes envolveram violência e grave ameaça. Após o trânsito em julgado, a Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos, a inclusão do nome no rol de culpados e a expedição de mandado de prisão.

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