MP denuncia empresário e namorada pela morte de engenheiro após festa de São João na PB

Segundo a denúncia, Christian Dantas foi apontado como o executor do homicídio, enquanto Larissa Leal teria participado do crime ao instigar o namorado e prestar auxílio material durante a ação.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta quinta-feira (16), o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e Larissa Maria Leal de Freitas pela morte do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho”. O crime ocorreu após uma festa privada de São João, no município de Lagoa Seca, no Agreste paraibano.

Segundo a denúncia, Christian Dantas foi apontado como o executor do homicídio, enquanto Larissa Leal teria participado do crime ao instigar o namorado e prestar auxílio material durante a ação.

Até a última atualização do caso, a defesa dos denunciados não havia se manifestado sobre a acusação.

MP aponta homicídio qualificado

Na denúncia, o Ministério Público atribui aos dois o crime de homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio que resultou em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além do homicídio, Christian Dantas também foi denunciado por lesão corporal, em razão das agressões contra a noiva e a cunhada de Rubens no dia do crime, além de porte ilegal de arma de fogo.

O MPPB também requereu que os dois sejam condenados ao pagamento de uma indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 200 mil aos familiares da vítima.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Crime aconteceu após discussão

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o engenheiro Rubens Fernandes da Costa Filho, de 29 anos, foi morto a tiros na manhã do dia 21 de junho, após uma discussão no estacionamento de uma festa privada de São João.

A investigação aponta que o desentendimento teria sido motivado por ciúmes. Durante a briga, Rubens foi atingido por um disparo no coração.

A vítima chegou a ser socorrida por uma ambulância particular e encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde passou por procedimentos de emergência, mas não resistiu aos ferimentos.

Suspeito foi preso em flagrante

Após o crime, Christian Dantas também ficou ferido durante a confusão. Ele recebeu atendimento médico no Hospital de Trauma e, em seguida, foi levado para a Central de Polícia.

Posteriormente, passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida, sendo transferido para uma unidade prisional.

A Polícia Civil informou que a arma utilizada no homicídio foi apreendida.

O corpo de Rubens Fernandes da Costa Filho foi sepultado no dia 22 de junho, no cemitério de Guarabira, no Brejo paraibano.

Em entrevistas concedidas após o crime, familiares da vítima afirmaram que a morte causou profunda comoção e defenderam a responsabilização dos envolvidos. O primo de Rubens, Fábio Meireles, descreveu o engenheiro como uma pessoa tranquila, trabalhadora e sem histórico de conflitos, destacando que a família buscará que o caso seja julgado e os responsáveis sejam punidos conforme a lei.

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