MPPB denuncia 32 pessoas ligadas a homicídios e tráfico em Patos

Segundo o MPPB, a organização criminosa dava ordens de execuções e comandava o tráfico de drogas na região, tanto de dentro quanto de fora dos presídios

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Ministério Público da Paraíba, Promotoria de Justiça de Patos | Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou 32 pessoas suspeitas de integrar uma Organização Criminosa (Orcrim) complexa, que seria responsável pela prática de crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e uma série de homicídios em Patos, no Sertão paraibano. A quadrilha, também apontada como a principal controladora do território armado na região, agora responde a processo que tramita sob segredo de justiça.

A denúncia foi feita com base no inquérito instaurado pela Polícia Civil do Estado, que detalhou a Operação Parabellum, deflagrada em dezembro do ano passado, sob a coordenação da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos, com o apoio da 2ª, 3ª e 4ª superintendências da Polícia Civil; do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). 

Entre os denunciados, estão um homem e uma mulher apontados como líderes da Orcrim, que teria surgido em 2023 a partir de uma cisão da facção “Nova Okaida” e mantém ligações com o Comando Vermelho. Segundo a investigação, eles davam ordens de execuções e comandavam o tráfico de drogas na região, tanto de dentro quanto de fora dos presídios.

A Polícia Civil identificou que os homicídios cometidos pelos membros da facção não eram episódios isolados, mas ferramentas de gestão criminal para punir traições e eliminar rivais. 

O MPPB pediu à 1ª Vara Mista de Patos que receba a denúncia e dê início ao processo legal, citando os acusados para apresentarem defesa. A Promotoria também solicitou a decretação e manutenção da prisão preventiva dos acusados, apontando indícios suficientes de autoria e provas da materialidade dos crimes, além da necessidade de proteger a ordem pública, garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal, devido à gravidade dos atos e à periculosidade dos suspeitos.

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