Mulher condenada por morte da filha de oito meses é presa pela Polícia Civil da Paraíba

Mandado de prisão foi cumprido nessa segunda-feira (20) contra mulher que estava foragida da Justiça paraibana

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Divulgação/Polícia Civil da Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na segunda-feira (20), uma mulher condenada pelo crime de maus-tratos com resultado morte contra a própria filha, uma bebê de oito meses. A prisão foi realizada pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 18ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), após a localização da condenada, que estava foragida da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, a equipe recebeu informações sobre o paradeiro da mulher e iniciou as diligências para encontrá-la. Após semanas de buscas, os investigadores conseguiram localizar a condenada e cumprir o mandado de prisão expedido pela Justiça.

O caso ocorreu em abril de 2015, quando a bebê Maria Vitória da Silva Brito morreu após sofrer graves lesões. As investigações e a decisão judicial apontaram que a criança foi vítima de violência sexual praticada por um terceiro. Conforme as investigações, a criança era frequentemente deixada aos cuidados do suspeito enquanto a mãe saía para encontros ou momentos de lazer.

O processo detalhou que a mãe teria deixado de buscar atendimento médico diante do estado de saúde da criança, contribuindo para o agravamento das lesões. A bebê morreu em decorrência de septicemia, decorrente dos ferimentos sofridos. A omissão, de acordo com a Polícia Civil, também teve como finalidade ocultar o crime sexual praticado contra a criança.

Durante a tramitação judicial, a mulher chegou a ser denunciada inicialmente por homicídio qualificado, mas a acusação foi posteriormente alterada para maus-tratos com resultado morte. A condenação definitiva resultou em uma pena de 10 anos de reclusão.

Com o cumprimento do mandado, a condenada foi encaminhada às autoridades responsáveis para o início do cumprimento da pena determinada pela Justiça.

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