Mulher de 41 anos morre após perfuração intestinal durante colonoscopia em hospital de SP

Segundo a família, Mariana não tinha problemas de saúde conhecidos e realizava a primeira colonoscopia, após recomendação médica. O exame teria sido feito como procedimento preventivo.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
País chegou a 20.776.870 pessoas infectadas desde o início da pandemia Foto: Freepik

Uma mulher de 41 anos morreu após sofrer uma perfuração intestinal durante uma colonoscopia de rotina no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. Mariana dos Santos Cândido chegou a ser submetida a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu e morreu na tarde desta quarta-feira (30).

Segundo a família, Mariana não tinha problemas de saúde conhecidos e realizava a primeira colonoscopia, após recomendação médica. O exame teria sido feito como procedimento preventivo.

A tia da paciente, Mara Aparecida, relatou que os familiares foram informados de que uma parte significativa do intestino havia sido perfurada durante o procedimento.

“Eles falaram que rasgaram 50% do intestino dela. Ela foi levada para a cirurgia, conseguiram fechar, só que ela não resistiu”, contou.

De acordo com a familiar, Mariana fazia exames preventivos porque o pai havia morrido de câncer de intestino. A família teria adotado a rotina de realizar colonoscopias após os 40 anos.

Exame teria sido realizado por serviço terceirizado

A família afirma que recebeu do hospital a informação de que a colonoscopia foi realizada por um serviço terceirizado. Segundo a tia da vítima, porém, a unidade não teria informado o nome da empresa ou do profissional responsável pelo procedimento.

“O que falaram para minha irmã foi que a culpa não era do hospital e que o exame tinha sido feito por um laboratório terceirizado”, relatou Mara.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio por negligência. O corpo de Mariana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde deverá passar por autópsia para auxiliar na apuração da causa da morte.

A investigação deverá analisar as circunstâncias do procedimento, a perfuração intestinal e o atendimento prestado à paciente após a complicação.

Mulher deixa três filhos

Mariana morava com a mãe e deixou três filhos, de 20, 15 e nove anos.

Segundo a família, ela havia sido recentemente promovida a agente de organização escolar.

A investigação policial deverá esclarecer as circunstâncias da morte e eventual responsabilidade pelo procedimento que resultou na perfuração intestinal.

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