Operação Narco Express desarticula “empresa virtual” do tráfico de drogas na Paraíba

Grupo investigado mantinha imóveis usados como entrepostos, estufas de cultivo e núcleo financeiro para movimentação dos valores

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
A organização criminosa mantinha imóveis utilizados como pontos de armazenamento | Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Narco Express, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por atuar no comércio eletrônico, armazenamento e distribuição de entorpecentes na Paraíba.

A ação cumpriu 18 mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara Regional de Garantias da Paraíba, sendo 11 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As diligências foram realizadas nos municípios de João Pessoa e Cabedelo, na Paraíba, e Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo utilizava redes sociais para comercializar drogas, incluindo substâncias naturais e sintéticas, funcionando com uma estrutura semelhante à de uma empresa virtual de venda de entorpecentes.

Ainda conforme as apurações, a organização mantinha imóveis utilizados como pontos de armazenamento, além de estufas climatizadas para cultivo hidropônico de maconha e uma rede de entregadores responsável pela distribuição dos produtos.

A investigação também identificou um núcleo financeiro formado por pessoas utilizadas para ocultar e fragmentar os valores obtidos com a atividade criminosa. Por determinação judicial, foram autorizados o sequestro de bens, o bloqueio de contas bancárias e o congelamento de criptoativos mantidos em corretoras de ativos virtuais vinculados a 14 investigados.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e envolvimento em atos de violência armada, conforme a apuração dos fatos.

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