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Paraíba registrou ao menos 14 mortes no período de carnaval entre crimes, acidentes e afogamentos

O levantamento indica que acidentes de trânsito foram responsáveis pela maioria das mortes (seis)

Entre a sexta‑feira de Carnaval (13) e a Quarta‑feira de Cinzas (18), a Paraíba registrou pelo menos 14 mortes em ocorrências policiais, acidentes de trânsito e afogamentos. O número, obtido por meio de um levantamento realizado pelo Portal TH+, revela que os episódios mais letais foram uma colisão na BR‑230, que matou cinco pessoas de uma mesma família e amigas, e uma chacina em Santa Rita, onde três jovens foram executados durante uma festa. Além disso, houve um feminicídio em Baía da Traição, dois afogamentos em piscinas, um homicídio brutal à margem da PB‑016 e um assassinato em Bayeux praticado por criminosos disfarçados de policiais.

O levantamento indica que acidentes de trânsito foram responsáveis pela maioria das mortes (seis). A colisão entre um carro e um caminhão na BR‑230, entre Juazeirinho e Soledade, provocou cinco óbitos; um segundo acidente na PB‑325 deixou mais uma vítima. A violência armada também se destacou, com cinco homicídios, entre eles a chacina de Heitel Santiago e o assassinato em Bayeux. Os demais casos foram afogamentos (duas mortes) e um feminicídio.

Na sexta‑feira (13), um cadáver com sinais de tortura foi encontrado na PB‑016, zona rural de Santa Rita; a vítima tinha as mãos decepadas, pernas amarradas e mais de 30 perfurações de bala. Dois dias depois, a cidade voltou a ser palco de violência. Na madrugada de domingo (15), cerca de vinte homens armados invadiram uma casa na comunidade Heitel Santiago onde ocorria um churrasco de Carnaval. Os criminosos dispararam fuzis e pistolas, matando Hebert Araújo do Nascimento (24), Mateus Eduardo dos Santos Freire (15) e Gabriel dos Santos Nascimento (24) e deixando pelo menos seis feridos. A Polícia Militar apurou que a ação está relacionada a disputa entre facções.

Em Bayeux, na Quarta‑feira de Cinzas (18), cerca de cinco homens se apresentaram como policiais civis, invadiram uma residência no bairro Mário Andreazza e executaram um morador com oito tiros na cabeça diante da esposa e de duas crianças. O caso reforça a ousadia de grupos armados e está sob investigação.

Trânsito: as mortes nas estradas

A BR‑230 foi palco do acidente mais grave do feriado. Na manhã de sábado (14), um carro que seguia de Patos para Campina Grande invadiu a faixa contrária e bateu de frente com um caminhão. O motorista Rafael Ribeiro Almeida, 40 anos, sua esposa Maria Micaeli Alves Ferreira, 42, o filho de dois anos Benício, e as amigas Edileusa de Alcântara Assis e Gésica Freire da Silva morreram na hora. O laudo preliminar da Polícia Científica indica que nenhum ocupante utilizava cinto ou cadeirinha, o que agravou as lesões.

Na Quarta‑feira de Cinzas, outro acidente ocorreu na PB‑325. Um veículo perdeu o controle e desceu uma ribanceira entre as cidades de Jericó e Lagoa; a passageira Eunice Pereira da Silva, 55 anos, morreu no local e três pessoas ficaram feridas.

Afogamentos e acidentes domésticos

Duas mortes chamaram atenção pelo contexto doméstico. No domingo (15), um menino de cinco anos se afogou na piscina da casa de amigos no bairro Valentina de Figueiredo, em João Pessoa. A família estava comemorando o Carnaval; a criança foi retirada da água e levada à UPA, mas não resistiu. Dois dias depois, na terça‑feira (17), o bombeiro civil Daniel Lima da Silva dos Santos, 24, passou mal enquanto nadava em uma piscina em um condomínio no bairro João Paulo II. Ele chegou a ser reanimado e conduzido ao Hospital de Trauma, mas morreu após três paradas cardíacas.

O Corpo de Bombeiros da Paraíba informou que não houve mortes por afogamento em praias durante o feriadão e que as ocorrências registradas foram resgates e primeiros socorros. A Polícia Militar atribuiu a chacina de Santa Rita a disputa entre facções e investiga a participação de milicianos no homicídio de Bayeux. A Polícia Civil classificou a morte de Graça Rayla Cavalcante como feminicídio após o namorado confessar que a empurrou da motocicleta durante uma discussão.

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