PF prende suspeito em flagrante durante operação contra abuso sexual infantojuvenil na Paraíba

Operação Guardião Digital VIII investiga armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil na Paraíba

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (8), a Operação Guardião Digital VIII, com foco no combate ao armazenamento de arquivos contendo abuso sexual infantojuvenil. A ação ocorreu no município de Jacaraú, no Litoral Norte paraibano.

Segundo a PF, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Estadual da Paraíba, além da autorização judicial para quebra de sigilo telemático do investigado.

Durante o cumprimento das medidas, uma pessoa foi presa em flagrante sob suspeita de armazenar material relacionado à exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com a corporação, a operação integra ações estratégicas de repressão a crimes que atentam contra a dignidade sexual de menores de idade, com base na legislação vigente e nas diretrizes de proteção integral previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou mesmo “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida nas vítimas desses crimes tão devastadores.

Além das ações investigativas, a PF orientou pais e responsáveis sobre a necessidade de acompanhamento das atividades online de crianças e adolescentes. A instituição recomenda diálogo frequente sobre segurança digital, supervisão do uso de redes sociais e atenção a comportamentos que possam indicar situações de vulnerabilidade ou risco.

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