Um policial aposentado de 73 anos está sendo investigado pela Polícia Civil da Paraíba por suspeita de crimes sexuais contra uma idosa de 85 anos, em um caso registrado no bairro de Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa. A ocorrência chegou ao conhecimento das autoridades nesta segunda-feira (22).
De acordo com a polícia, a vítima relatou episódios recorrentes de assédio e comportamentos de cunho sexual que teriam ocorrido dentro da residência onde ela morava com a filha e o suspeito. Segundo a Polícia Civil, os fatos vinham acontecendo há vários anos, mas a idosa não havia denunciado a situação por receio de causar conflitos familiares.
A delegada Lídia Veloso, responsável pelos procedimentos iniciais do caso, informou que a denúncia ganhou força após uma familiar presenciar uma das situações envolvendo o suspeito e a vítima. A partir disso, a família procurou a polícia para registrar a ocorrência.
Conforme o relato prestado à polícia, o suspeito teria adotado comportamentos inadequados de forma reiterada, incluindo abordagens e contatos físicos sem consentimento. Em um dos episódios investigados, ele teria se apresentado sem roupas diante da vítima dentro da residência.
A delegada informou que testemunhas já foram ouvidas e que a vítima também prestou depoimento. O caso deverá ser encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Pessoa Idosa, que dará continuidade às investigações e às medidas de proteção.
Ainda segundo a Polícia Civil, foi solicitado o encaminhamento de medidas protetivas em favor da idosa. Até a última atualização do caso, o suspeito não havia sido localizado pelas autoridades.
As investigações buscam esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e apurar a eventual prática de crimes como estupro de vulnerável e outros delitos previstos na legislação. A Polícia Civil destaca que o inquérito segue em andamento e que o investigado terá direito ao contraditório e à ampla defesa.
A vítima deverá receber acompanhamento e assistência por meio da rede de proteção à pessoa idosa. A polícia também orienta que possíveis vítimas de situações semelhantes procurem as autoridades para formalizar denúncias.


