Um erro judicial resultou na prisão indevida de Ramon Barbosa, de 26 anos, porteiro de um condomínio de alto padrão no bairro do Catolé, em Campina Grande. O caso ocorreu no dia 9 de março de 2026, quando Ramon cumpria sua rotina de trabalho, recebendo encomendas e interfonando moradores.
Segundo relatos, uma viatura da Polícia Militar chegou ao condomínio ao final do expediente e apresentou um mandado de prisão em nome de Ramon, referente a um processo de 2021, que indicava um foragido da justiça. Ramon, surpreso, tentou explicar que nunca havia cometido crime algum e que, na época indicada pelo processo, estava servindo ao Exército Brasileiro.
A prisão indevida ocorreu porque o irmão de Ramon, Carlos Eduardo, que havia se envolvido em atividades criminosas, forneceu nome falso durante a prisão dele em 2021, usando o nome de Ramon para se proteger. O erro, no entanto, não foi devidamente verificado pelo sistema de justiça, que não checou documentos essenciais como CPF e naturalidade, resultando na detenção equivocada de Ramon.
Durante o episódio, Ramon foi conduzido algemado à central de polícia, causando vergonha, constrangimento e danos psicológicos significativos. Ele permaneceu detido até que a situação fosse esclarecida, enquanto familiares e advogados trabalhavam para comprovar sua inocência.
O advogado de Ramon, Dr. Gustavo Pontinelli, afirmou que será ingressada ação de reparação contra o Estado pelos danos morais sofridos, ressaltando que o episódio envolveu erro judicial e falha procedimental no cumprimento do mandado de prisão. O juiz responsável pela audiência de custódia determinou que fossem oficiados o Ministério Público, a corregedoria da Polícia Militar e Civil, e o poder judiciário, a fim de averiguar todas as falhas.
Ramon relatou o desespero e humilhação de ser levado algemado na frente de colegas de trabalho e moradores do condomínio, reforçando que nunca havia se envolvido em crimes. A expectativa é que o processo de indenização resulte em reparação significativa pelos prejuízos sofridos.
Enquanto isso, Carlos Eduardo, o irmão envolvido nos crimes e responsável por fornecer o nome de Ramon, segue preso em Guarabira, e o caso segue sendo investigado para evitar novos equívocos.



