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Porteiro é preso por engano após irmão fornecer nome falso à polícia na PB

O caso ocorreu no dia 9 de março de 2026, quando Ramon cumpria sua rotina de trabalho, recebendo encomendas e interfonando moradores.

Segundo suspeito de espacamento ocorrido no mês de outubro, em Monteiro foi preso em ação conjunta das polícias da Paraíba e São Paulo
O suspeito passou por audiência de custódia e permanecerá preso em São Paulo

Um erro judicial resultou na prisão indevida de Ramon Barbosa, de 26 anos, porteiro de um condomínio de alto padrão no bairro do Catolé, em Campina Grande. O caso ocorreu no dia 9 de março de 2026, quando Ramon cumpria sua rotina de trabalho, recebendo encomendas e interfonando moradores.

Segundo relatos, uma viatura da Polícia Militar chegou ao condomínio ao final do expediente e apresentou um mandado de prisão em nome de Ramon, referente a um processo de 2021, que indicava um foragido da justiça. Ramon, surpreso, tentou explicar que nunca havia cometido crime algum e que, na época indicada pelo processo, estava servindo ao Exército Brasileiro.

A prisão indevida ocorreu porque o irmão de Ramon, Carlos Eduardo, que havia se envolvido em atividades criminosas, forneceu nome falso durante a prisão dele em 2021, usando o nome de Ramon para se proteger. O erro, no entanto, não foi devidamente verificado pelo sistema de justiça, que não checou documentos essenciais como CPF e naturalidade, resultando na detenção equivocada de Ramon.

Durante o episódio, Ramon foi conduzido algemado à central de polícia, causando vergonha, constrangimento e danos psicológicos significativos. Ele permaneceu detido até que a situação fosse esclarecida, enquanto familiares e advogados trabalhavam para comprovar sua inocência.

O advogado de Ramon, Dr. Gustavo Pontinelli, afirmou que será ingressada ação de reparação contra o Estado pelos danos morais sofridos, ressaltando que o episódio envolveu erro judicial e falha procedimental no cumprimento do mandado de prisão. O juiz responsável pela audiência de custódia determinou que fossem oficiados o Ministério Público, a corregedoria da Polícia Militar e Civil, e o poder judiciário, a fim de averiguar todas as falhas.

Ramon relatou o desespero e humilhação de ser levado algemado na frente de colegas de trabalho e moradores do condomínio, reforçando que nunca havia se envolvido em crimes. A expectativa é que o processo de indenização resulte em reparação significativa pelos prejuízos sofridos.

Enquanto isso, Carlos Eduardo, o irmão envolvido nos crimes e responsável por fornecer o nome de Ramon, segue preso em Guarabira, e o caso segue sendo investigado para evitar novos equívocos.

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