Foi capturado na tarde desta segunda-feira (9) Madiel Chagas de Oliveira Silva, de 29 anos. A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva dele, que é apontado como principal suspeito do feminicídio de Yanka Soares Diniz, também de 29 anos. O crime ocorreu na madrugada do sábado (7), no município de São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha.
A vítima e o suspeito são naturais da Paraíba, da cidade de Patos, e estavam morando no Rio Grande do Sul havia poucos meses, onde trabalhavam em uma fábrica. Segundo a polícia, Yanka foi encontrada morta dentro da residência do casal, no bairro Campo do Meio, após equipes da Brigada Militar, da Polícia Civil e do Instituto-Geral de Perícias serem acionadas.
De acordo com informações colhidas pela investigação e pela perícia, a jovem foi atingida por golpes de faca na região do pescoço e também apresentava lesões no rosto, indicando que houve agressões antes da morte. O crime teria ocorrido no quarto do casal, sobre a cama.
Logo após o homicídio, o suspeito fugiu da cidade, o que levou a Polícia Civil a intensificar as buscas. Com o avanço das diligências, foi apurado que ele deixou São Francisco de Paula em um veículo de familiar e passou a se ocultar no município de Bom Jesus, onde possui parentes e conhecidos.
A operação que resultou na prisão foi coordenada pela delegada Fernanda Seibel Aranha, com apoio de equipes da 2ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (2ª DPRi – Gramado), do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) e da Delegacia de Bom Jesus. O suspeito foi localizado e preso no centro de Bom Jesus, na tarde desta segunda-feira (9).
Segundo a Polícia Civil, Madiel possui antecedentes criminais em seu estado de origem, com registros por homicídio, roubo e outros delitos. Após a captura, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A delegada responsável pelo caso afirmou que as investigações foram conduzidas de forma ininterrupta desde as primeiras horas após o crime e destacou que casos de feminicídio têm prioridade absoluta na atuação policial, por representarem uma das formas mais graves de violação dos direitos das mulheres.
Informações extraoficiais apontam que Yanka era mãe de seis filhos, que não moravam com o casal no Rio Grande do Sul e estariam na Paraíba. As circunstâncias do crime seguem sendo apuradas no inquérito policial.



