Novas informações divulgadas pela Polícia Civil da Paraíba apontam que um sobrevivente escapou da chacina que deixou cinco mortos na zona rural de Itabaiana, no Agreste da Paraíba, após se fingir de morto durante o ataque ocorrido na madrugada deste domingo (1º).
De acordo com a investigação, o sobrevivente tem 25 anos e relatou à polícia que estava ingerindo bebida alcoólica em uma casa localizada no sítio Caldeirão, área rural próxima à divisa entre Paraíba e Pernambuco, quando o grupo foi surpreendido por um ataque armado entre 3h e 4h da manhã.
Segundo o depoimento, cerca de dez homens armados chegaram ao local e passaram a efetuar diversos disparos. O homem afirmou que os suspeitos teriam se identificado como integrantes da facção “Okaida”, rival da organização criminosa Comando Vermelho (CV), à qual as vítimas pertenceriam. No entanto, ele relatou que não conseguiu identificar os autores com precisão, devido à escuridão no momento do ataque.
Ainda conforme o relato à polícia, o sobrevivente foi atingido por vários tiros, com ferimentos na região dos glúteos, quadril e perna esquerda. Para sobreviver, ele decidiu permanecer imóvel e se fingir de morto, aguardando até o amanhecer.
Somente horas depois, já durante o dia, ele conseguiu se arrastar para fora da residência e buscar socorro.
Durante a perícia realizada no local, os investigadores constataram que a casa apresentava diversas perfurações de tiros, provenientes de armas de diferentes calibres.
Segundo a polícia, quatro corpos foram encontrados dentro de um quarto da residência, enquanto um quinto corpo estava na cocheira do imóvel. As vítimas apresentavam marcas de extrema violência, incluindo mutilações. Um dos mortos foi encontrado sem as duas orelhas.
No local do crime, os peritos também localizaram duas armas de fogo, que passarão por análise.
De acordo com a delegada Maíram Moura, responsável pelas investigações, todas as vítimas mortas seriam integrantes do Comando Vermelho, e o crime teria sido praticado por membros de uma facção rival, em meio à disputa pelo controle de atividades criminosas na região.
As autoridades seguem realizando diligências para identificar e localizar os suspeitos envolvidos no ataque. Até a última atualização do caso, ninguém havia sido preso.


