Operação que investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas prende sócio da Pixbet na Paraíba

A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes contra a ordem tributária e financeira.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Imagem: Divulgação PF

O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, conhecido como Tadeu Dantas e sócio da Pixbet, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (17), em Jacumã, no município do Conde, Litoral Sul da Paraíba. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes contra a ordem tributária e financeira.

O mandado de prisão havia sido expedido para cumprimento em Campina Grande, mas o empresário não foi localizado na cidade. Ele foi encontrado posteriormente pelos policiais em uma residência em Jacumã.

Além da prisão preventiva, a nova fase prevê o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, com diligências em João Pessoa e Campina Grande. A Justiça também determinou medidas de sequestro de bens relacionados à investigação.

A Operação Arena tramita na Justiça Federal da Paraíba.

Pixbet já havia sido alvo da primeira fase

A Pixbet esteve entre os alvos da primeira fase da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal em agosto.

Na ocasião, a investigação mirou um grupo empresarial suspeito de utilizar empresas e estruturas financeiras mantidas no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos relacionados à exploração de jogos de azar e apostas esportivas.

Segundo a Polícia Federal, os investigadores buscam reconstituir a origem dos valores, o caminho percorrido pelo dinheiro e os eventuais destinatários dos recursos.

A primeira etapa foi realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Justiça autorizou sequestro de até R$ 1,1 bilhão

Na primeira fase, a 4ª Vara Federal da Paraíba expediu 17 mandados de busca e apreensão para endereços localizados na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

Também foram determinadas quebras de sigilos bancário e telemático e autorizado o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.

Entre os materiais encontrados durante aquela etapa estavam veículos de luxo, obras de arte e outros bens. As apreensões integram o conjunto de elementos analisados pelos investigadores para tentar identificar a movimentação patrimonial dos alvos.

Ernildo Júnior, sócio majoritário da Pixbet, também foi alvo de busca e apreensão durante a primeira fase da operação.

Investigação apura movimentações no exterior

Uma das linhas investigadas pela Polícia Federal envolve a utilização de empresas e estruturas financeiras no exterior para movimentar recursos.

A apuração procura identificar se essas estruturas foram utilizadas para esconder a origem, a propriedade ou o destino de valores relacionados às atividades investigadas.

As suspeitas estão sob investigação e ainda dependem da análise das provas reunidas e do andamento dos procedimentos na Justiça.

Os investigados poderão responder, de acordo com a eventual participação individual identificada pelas autoridades, por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.

A prisão preventiva não representa condenação. A responsabilização criminal dependerá do resultado das investigações e de eventual processo judicial.

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