Suspeito de matar adolescente de 15 anos por envenenamento teria ido ao velório, sorrido e tirado fotos, diz família

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, os policiais localizaram e apreenderam o veneno supostamente utilizado no crime, além de um aparelho celular contendo informações consideradas relevantes para o avanço das investigações.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O principal suspeito da morte da adolescente Lenilda da Silva, de 15 anos, teria comparecido ao velório da jovem, onde sorriu, tirou fotos e agiu com naturalidade, segundo relato da família. O caso é investigado pela Polícia Civil, que prendeu o namorado da vítima, Eric Gabriel, de 22 anos, suspeito de homicídio por envenenamento.

De acordo com familiares, o relacionamento entre Lenilda e Eric começou quando a adolescente tinha apenas 13 anos. Desde então, parentes afirmam que tentaram impedir a continuidade do namoro, retirando aparelhos eletrônicos da jovem, restringindo o contato entre os dois e, posteriormente, contratando transporte escolar para evitar encontros.

Ainda conforme os relatos, a mãe da adolescente chegou a entrar em contato com o suspeito e afirmou que denunciaria o caso à Justiça. Após isso, segundo a família, houve um aparente afastamento.

No entanto, já aos 15 anos, Lenilda voltou a manter contato com Eric utilizando o celular de um sobrinho. A família afirma que foi por meio desse aparelho que o suspeito marcou um encontro no apartamento onde a adolescente morava com a irmã e os sobrinhos.

Jantar antecedeu a morte

Segundo a versão apresentada pelos familiares, no dia 28 de fevereiro, Eric foi até o apartamento para jantar com a adolescente. Lenilda preparou a refeição, organizou a casa e colocou os sobrinhos para dormir antes da chegada dele.

Um dos sobrinhos relatou ter visto o momento em que Eric segurava os dois pratos de comida enquanto Lenilda havia ido até a cozinha buscar uma jarra de suco.

Cerca de 30 minutos após o jantar, a adolescente passou mal. Ainda de acordo com a família, ela pediu ajuda, correu para o banheiro e caiu no local antes da chegada do socorro. A jovem morreu pouco depois.

Os familiares sustentam a suspeita de que o veneno teria sido colocado na comida durante o momento em que Lenilda deixou o quarto para buscar o suco. Essa hipótese integra a narrativa apresentada pela família e é objeto da investigação policial.

Família relata comportamento durante o velório

Outro episódio apontado pelos parentes ocorreu no dia seguinte à morte. Segundo a mãe da adolescente, Eric Gabriel compareceu ao velório, sorriu, tirou fotografias e teria feito chamadas de vídeo.

A família afirma ainda que o suspeito foi questionado sobre não ter prestado socorro à adolescente quando ela passou mal, mas teria apenas negado as acusações antes de deixar o local.

Em um vídeo divulgado, a mãe de Lenilda pediu justiça pela morte da filha e defendeu que o suspeito permaneça preso durante o andamento do processo.

Investigação continua

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, os policiais localizaram e apreenderam o veneno supostamente utilizado no crime, além de um aparelho celular contendo informações consideradas relevantes para o avanço das investigações. Eric Gabriel permanece preso, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil. O inquérito busca esclarecer as circunstâncias da morte da adolescente e reunir os elementos que irão subsidiar o processo judicial.

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