O principal suspeito da morte da adolescente Lenilda da Silva, de 15 anos, teria comparecido ao velório da jovem, onde sorriu, tirou fotos e agiu com naturalidade, segundo relato da família. O caso é investigado pela Polícia Civil, que prendeu o namorado da vítima, Eric Gabriel, de 22 anos, suspeito de homicídio por envenenamento.
De acordo com familiares, o relacionamento entre Lenilda e Eric começou quando a adolescente tinha apenas 13 anos. Desde então, parentes afirmam que tentaram impedir a continuidade do namoro, retirando aparelhos eletrônicos da jovem, restringindo o contato entre os dois e, posteriormente, contratando transporte escolar para evitar encontros.
Ainda conforme os relatos, a mãe da adolescente chegou a entrar em contato com o suspeito e afirmou que denunciaria o caso à Justiça. Após isso, segundo a família, houve um aparente afastamento.
No entanto, já aos 15 anos, Lenilda voltou a manter contato com Eric utilizando o celular de um sobrinho. A família afirma que foi por meio desse aparelho que o suspeito marcou um encontro no apartamento onde a adolescente morava com a irmã e os sobrinhos.
Jantar antecedeu a morte
Segundo a versão apresentada pelos familiares, no dia 28 de fevereiro, Eric foi até o apartamento para jantar com a adolescente. Lenilda preparou a refeição, organizou a casa e colocou os sobrinhos para dormir antes da chegada dele.
Um dos sobrinhos relatou ter visto o momento em que Eric segurava os dois pratos de comida enquanto Lenilda havia ido até a cozinha buscar uma jarra de suco.
Cerca de 30 minutos após o jantar, a adolescente passou mal. Ainda de acordo com a família, ela pediu ajuda, correu para o banheiro e caiu no local antes da chegada do socorro. A jovem morreu pouco depois.
Os familiares sustentam a suspeita de que o veneno teria sido colocado na comida durante o momento em que Lenilda deixou o quarto para buscar o suco. Essa hipótese integra a narrativa apresentada pela família e é objeto da investigação policial.
Família relata comportamento durante o velório
Outro episódio apontado pelos parentes ocorreu no dia seguinte à morte. Segundo a mãe da adolescente, Eric Gabriel compareceu ao velório, sorriu, tirou fotografias e teria feito chamadas de vídeo.
A família afirma ainda que o suspeito foi questionado sobre não ter prestado socorro à adolescente quando ela passou mal, mas teria apenas negado as acusações antes de deixar o local.
Em um vídeo divulgado, a mãe de Lenilda pediu justiça pela morte da filha e defendeu que o suspeito permaneça preso durante o andamento do processo.
Investigação continua
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, os policiais localizaram e apreenderam o veneno supostamente utilizado no crime, além de um aparelho celular contendo informações consideradas relevantes para o avanço das investigações. Eric Gabriel permanece preso, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil. O inquérito busca esclarecer as circunstâncias da morte da adolescente e reunir os elementos que irão subsidiar o processo judicial.


