Preso vestido de mulher na Paraíba não era parente de criança que ele levava, diz polícia

Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por envolvimento em diversos homicídios registrados no Vale do Mamanguape e possuía mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Um homem de 33 anos, identificado como Jorlan, foi preso neste domingo (13), em Mulungu, na Paraíba, durante uma operação policial que se estendeu por cerca de 48 horas.

Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por envolvimento em diversos homicídios registrados no Vale do Mamanguape e possuía mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

No momento em que foi localizado, Jorlan estaria usando roupas femininas e carregando uma criança de aproximadamente dois anos no colo.

De acordo com a corporação, tanto o disfarce quanto a presença da criança teriam sido utilizados numa tentativa de dificultar o reconhecimento durante a fuga.

Criança não tinha parentesco com suspeito

A Polícia Civil informou que a criança não era parente de Jorlan.

Até a última atualização, porém, não havia sido esclarecido como o menino ou menina chegou até o investigado nem em quais circunstâncias passou a acompanhá-lo.

Também não haviam sido divulgados detalhes sobre eventual atendimento médico ou encaminhamento da criança após a prisão.

Essas circunstâncias ainda deverão ser esclarecidas pela investigação.

Buscas duraram cerca de 48 horas

As forças de segurança realizaram diligências durante aproximadamente dois dias para localizar o suspeito.

A operação contou com atuação integrada e informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de apoio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

Segundo a Polícia Civil, Jorlan era procurado por suspeita de participação em homicídios e outros crimes cometidos na região do Vale do Mamanguape.

A prisão ocorreu no município de Mulungu, no Agreste paraibano.

Outros dois homens foram presos

Durante a mesma operação, outros dois homens também foram presos em uma abordagem realizada pelas forças de segurança em Mulungu.

Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, responsável pela ação por parte da Polícia Civil, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa com atuação na região.

As autoridades ainda deverão detalhar individualmente quais crimes são atribuídos a cada investigado.

Investigado é apontado como suspeito de vários homicídios

De acordo com a Polícia Civil, Jorlan é investigado por participação em diferentes homicídios registrados no Vale do Mamanguape.

A corporação o classificava como um dos alvos de maior relevância nas investigações em andamento na região.

O número exato de homicídios atribuídos a ele e os detalhes dos respectivos inquéritos não haviam sido divulgados oficialmente até a última atualização.

As suspeitas ainda dependem de comprovação no curso dos processos e investigações, e a prisão preventiva não representa condenação definitiva.

Presos ficaram à disposição da Justiça

Após as prisões, os três homens foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil.

Eles permanecem à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito nos crimes apurados e também as circunstâncias envolvendo a criança encontrada com Jorlan.

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