O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto, se pronunciou nesta quinta-feira (16) e afirmou que não tem envolvimento com os fatos investigados na Operação Cítrico. Ele também declarou ter adotado medidas para impedir a atuação de pessoas ligadas ao crime na administração municipal. O posicionamento ocorreu após a repercussão da operação, que apura suposta atuação de organizações criminosas na cidade.
Em pronunciamento, o gestor disse que buscou fortalecer o diálogo com órgãos de controle desde que assumiu o cargo. “Nos reunimos com o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Civil e a Polícia Militar, sempre nos colocando à disposição para enfrentar qualquer indício de ligação criminosa dentro da prefeitura”, afirmou. Edvaldo Neto também declarou que os fatos investigados ocorreram antes do início da gestão interina. Segundo ele, a administração adotou medidas para reforçar o controle interno e evitar irregularidades.
Para ampliar o controle, o prefeito encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei antifacção. A proposta prevê a proibição da contratação de pessoas com envolvimento comprovado com o tráfico de drogas ou organizações criminosas. O texto está em tramitação. O gestor afirmou que não cometeu irregularidades ao longo da trajetória política. “Continuarei firme, sempre à disposição para responder a qualquer questionamento, porque Cabedelo precisa avançar”, declarou.
Relembre o caso
A Operação Cítrico investiga a atuação de uma organização criminosa com possível influência em estruturas públicas em Cabedelo. As investigações apontam suspeitas de ligação entre integrantes do grupo e atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas. As forças de segurança cumpriram mandados judiciais durante a operação e seguem com as investigações para identificar responsabilidades e possíveis conexões com agentes públicos.



