Prefeito de Jacaraú passa a ser formalmente investigado por morte do vereador Peron Filho

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
O crime ocorreu em setembro, quando o parlamentar foi encontrado morto em uma rodovia
Foto: Reprodução/ Instagram

O crime ocorreu em setembro, quando o parlamentar foi encontrado morto em uma rodovia

Em um desdobramento no caso que chocou o Litoral Norte da Paraíba, o prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio Cruz, passou a ser formalmente investigado pela Polícia Civil no inquérito que apura a morte a tiros do vereador Peron Filho. O crime ocorreu em setembro, quando o parlamentar foi encontrado morto em uma rodovia.

As investigações, presididas pelo delegado Sylvio Rabelo, ganharam uma nova dimensão com a inclusão do chefe do executivo municipal entre os alvos formais. A polícia também solicitou à Justiça a renovação da prisão temporária dos quatro suspeitos já detidos, incluindo dois ex-secretários municipais, por mais 30 dias, para aprofundar as apurações.

O motivo que levou à investigação formal do prefeito Márcio Aurélio Cruz está ligado a um encontro considerado suspeito pela Polícia Civil. De acordo com o delegado Rabelo, uma denúncia anônima informou que o mandatário se reuniu com os ex-secretários Jeferson Carvalho (Transportes e Mobilidade) e Antônio Fernandes (Administração) cerca de 25 dias após o assassinato de Peron Filho.

O que torna a reunião suspeita para a investigação é o fato de o delegado ter afirmado que o encontro não teve relação com a administração do município. Os ex-secretários estão presos por suspeita de envolvimento na morte do vereador, assim como outros dois homens que, segundo a Polícia Civil, teriam sido contratados para executar o parlamentar.

É importante notar que o inquérito da Polícia Civil, com os autos remetidos, corre em paralelo com investigações complementares conduzidas pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

O vereador Peron Filho (MDB) foi morto a tiros na estrada da cidade de Pedro Régis no dia 15 de setembro, atingido por três disparos nas costas enquanto voltava de uma partida de futebol. Desde o início, a Polícia Civil descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), focando as investigações em um possível homicídio motivado.

Peron Filho era conhecido por seu mandato ativo e forte atuação na causa animal. Ele foi reeleito em 2024 e sepultado em Jacaraú no dia 17 de setembro, após um velório que mobilizou a população.

Até o momento da publicação desta reportagem o prefeito Márcio Aurélio Cruz não tinha de proinunciado oficicalmente sobre a investigação.

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