O Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca contou com a participação do professor Bartolomeu Israel, da Universidade Federal da Paraíba, na equipe técnico-científica responsável pela elaboração do documento, lançado em 2025. A iniciativa do governo federal reúne diretrizes para enfrentar a degradação dos solos, as secas e os impactos sociais, econômicos e ambientais associados ao fenômeno.
Vinculado ao Departamento de Geociências do Centro de Ciências Exatas e da Natureza, o docente destaca que o plano estrutura ações em três eixos, soberania alimentar e hídrica, resiliência climática e equilíbrio econômico, e prepara o país para secas mais frequentes. O documento também enfrenta a perda de produtividade do solo e reduz danos econômicos causados pela degradação da terra.
“O plano é bem mais que um documento técnico, tem clara utilidade social, ao servir de base para a criação de políticas públicas”, afirma Bartolomeu Israel. O texto incentiva o uso de tecnologias sociais, como cisternas de placa, barragens subterrâneas e sistemas agroflorestais, que ampliam a segurança hídrica e recuperam áreas degradadas.
A participação do professor ocorreu após convite da coordenação do plano, motivado pela trajetória acadêmica dedicada à Caatinga. “Desenvolvo pesquisas voltadas à Biogeografia da Caatinga desde 1996, para entender as relações entre vegetação, solos e microclimas, e os efeitos das intervenções humanas”, relata. Em 2011, o docente colaborou com o Plano Estadual de Combate à Desertificação da Paraíba.
No PAB, a contribuição incluiu oficinas com sociedade civil e instituições governamentais, organização das propostas e redação do documento final. Para Israel, o processo evidencia o papel da pesquisa científica na formulação de políticas públicas e na melhoria das condições de vida no Semiárido.



